LATROCÍNIO

Idoso reage a invasão de criminosos e é executado durante roubo em Mato Grosso

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Osvaldo Valentim, de 69 anos, foi morto a tiros durante um assalto a uma propriedade localizada no Assentamento Carimã, em Rondonópolis, na noite de segunda-feira (29). A vítima tentou reagir à ação dos criminosos e acabou sendo baleada.

De acordo com a Polícia Militar, cinco homens armados invadiram a propriedade e renderam as pessoas que estavam no local. Durante o roubo, Osvaldo tentou impedir a ação do grupo e foi atingido por disparos de arma de fogo. A sobrinha da vítima presenciou toda a cena enquanto permanecia amarrada pelos assaltantes.

Ainda conforme as informações policiais, após atirarem no produtor, os criminosos tentaram realizar transferências bancárias utilizando os dados das vítimas. No entanto, as operações não foram concluídas devido ao horário em que a tentativa foi feita.

Após o crime, os suspeitos fugiram.

Depois que os assaltantes deixaram a propriedade, a sobrinha de Osvaldo conseguiu se desvencilhar das amarras e acionou a Polícia Militar. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estiveram no local, mas apenas puderam confirmar a morte da vítima.

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A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o latrocínio, e trabalha para identificar e prender os autores do crime.

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POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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