COMBATE AO TRÁFICO

Operação desarticula grupo especializado em delivery de drogas em Cuiabá

Publicado em

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (23.01), a Operação Vector, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas, na modalidade delivery, em Cuiabá. A ação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão.

As investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), iniciadas em 2024, identificaram uma estrutura hierarquizada que utilizava entregadores como “vetores humanos” para distribuir entorpecentes em diversos bairros da capital. O grupo operava com fornecedores, gerentes de área e distribuidores, além de tentar promover a entrada de drogas na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Os mandados de prisão foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá contra investigados identificados como o principal fornecedor de drogas, a intermediária e responsável pela venda, juntamente com seus dois filhos, também alvos dos mandados de prisão preventiva, um distribuidor, atualmente recluso na PCE, além de uma investigada que se encontra foragida, com mandado de prisão em aberto.

Leia Também:  Destaques do atletismo competem no Troféu Brasil em Cuiabá; confira principais nomes

Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos bairros Três Barras, Dr. Fábio e São João Del Rey, em Cuiabá. Também foram cumpridas ordens judiciais de sequestro e bloqueio de contas, bens e valores em nome de um dos investigados.

Segundo o delegado Marcelo Miranda Muniz, coordenador da operação, a investigação apontou que o grupo utilizava linguagem codificada, referindo-se a pontos de venda como “lojinhas” e à arrecadação de valores como “recolhe”.

As investigações revelaram conversas sobre quantidades significativas de entorpecentes, incluindo cargas de maconha que estariam sendo negociadas pelos investigados.

“Os investigados responderão por tráfico de drogas, associação ao tráfico e integrar organização criminosa, crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06 e artigo 2º da Lei 12.850/13. As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da rede criminosa e mapear o fluxo financeiro da organização”, afirmou o delegado.

A Operação Vector foi assim denominada em referência ao termo “vector” (vetor), que significa o agente de transporte e disseminação, na biologia.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

Published

on

Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

Leia Também:  Max Russi impõe condição para votar LOA 2026: empenho de emendas atrasadas deve ocorrer antes de sessão

Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

Leia Também:  Força Tática apreende armas, munições e prende suspeito por comercialização e porte ilegal

A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA