EM PRESÍDIO

Operação mira policial penal e professora suspeitos de abastecer facção com celulares

Publicado em

Um policial penal e uma professora contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) são investigados por supostamente integrar um esquema de corrupção para facilitar a entrada clandestina de celulares e outros objetos no Centro de Ressocialização de Várzea Grande. Segundo a investigação, o acesso dos dois ao sistema prisional teria sido utilizado para beneficiar integrantes de uma facção criminosa.

A investigação resultou na Operação Insídia, deflagrada nesta quarta-feira (9), com o cumprimento de oito ordens judiciais em Cuiabá. Entre as medidas estão duas prisões preventivas, dois mandados de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e a suspensão cautelar das funções públicas dos investigados.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em unidade prisional e associação criminosa.

As apurações tiveram início em junho de 2025, após a análise de materiais apreendidos revelar transferências via Pix destinadas à professora. Conforme a investigação, os pagamentos teriam partido de detentos ou de pessoas ligadas a eles, entre familiares e visitantes autorizados.

Leia Também:  Operação “Legado de Maria” cumpre 41 mandados e envia mais de mil inquéritos à Justiça em MT

As transações levantaram suspeitas e foram relacionadas a uma denúncia sobre a entrada irregular de celulares e outros produtos na unidade prisional. A linha de investigação aponta que os envolvidos teriam recebido dinheiro em troca de facilitar o ingresso dos objetos.

De acordo com os investigadores, o policial penal teria cobrado valores entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por aparelho celular que seria entregue a integrantes da facção criminosa.

A investigação aponta ainda que a conta bancária da companheira do servidor teria sido utilizada para receber parte dos pagamentos, numa possível tentativa de dificultar o rastreamento das transações.

Durante as apurações, também foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda e as funções exercidas pelos investigados.

A professora tinha autorização para entrar no Centro de Ressocialização de Várzea Grande, onde atuava em salas anexas de uma escola estadual. Segundo a investigação, esse acesso teria sido utilizado para auxiliar na entrada dos objetos.

Já o policial penal é suspeito de se aproveitar das próprias atribuições funcionais para facilitar o ingresso de celulares e outros itens destinados aos integrantes da organização criminosa.

Leia Também:  Vereador Feitoza diz estar surpreso com operação e nega envolvimento em compra de votos

Para os investigadores, o acesso privilegiado dos dois ao ambiente prisional teria sido um dos pontos essenciais para o funcionamento do esquema.

A Justiça também autorizou o bloqueio de valores dos investigados. Em relação à professora, a restrição pode chegar a R$ 14,6 mil, enquanto o bloqueio relacionado ao policial penal é de até R$ 25,5 mil.

Os mandados de busca e apreensão buscam localizar aparelhos eletrônicos, documentos e outros elementos que possam esclarecer a dinâmica do suposto esquema e apontar a eventual participação de outras pessoas.

Em nota, a Seduc-MT informou que acompanha o andamento das investigações e esclareceu que a professora não faz mais parte da Rede Estadual de Ensino desde 8 de março de 2026, quando solicitou exoneração do cargo.

As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e dimensionar a atuação do grupo.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍCIA

Secretário de Esportes é detido após comprar iPhone furtado por R$ 200 em MT

Published

on

O secretário municipal de Esportes de Nova Olímpia, Uanderson Narciso Martins de França, de 44 anos, foi detido por suspeita de receptação após ser encontrado com um iPhone furtado de uma loja em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirmou ter comprado o aparelho por R$ 200 nesta terça-feira (8).

O celular havia sido furtado de um estabelecimento comercial por um homem de 45 anos. Após perceber o crime, o proprietário do aparelho, de 42 anos, utilizou o sistema de rastreamento e forneceu à Polícia Militar a localização do telefone, além das características do suspeito.

Conforme o registro policial, o homem entrou na loja e, em determinado momento, pegou o iPhone que estava sobre um balcão, colocou o aparelho no bolso da bermuda e deixou o local.

Com as informações repassadas pela vítima, policiais localizaram o suspeito nas proximidades da Avenida Ismael José do Nascimento. Durante a abordagem, porém, descobriram que o telefone já havia sido vendido.

Leia Também:  Setor da construção civil registra aumento de 57% nas contratações em Mato Grosso

O rastreamento apontava que o iPhone estava em outro estabelecimento comercial, localizado na Rua Celso Rosa de Lima, no bairro Jardim Eldorado. Os militares seguiram até o endereço e encontraram Uanderson, que aparece no boletim de ocorrência como proprietário do comércio.

Em relato registrado no boletim, Uanderson afirmou que o homem apareceu no estabelecimento oferecendo o celular e alegando precisar de dinheiro para continuar uma viagem.

O secretário disse ter perguntado ao vendedor se o aparelho realmente pertencia a ele e recebeu uma resposta afirmativa. Inicialmente, o homem teria pedido R$ 250 pelo iPhone, mas Uanderson ofereceu R$ 200. O valor foi aceito e, conforme o registro policial, pago em dinheiro.

Com o homem apontado como autor do furto, os policiais encontraram R$ 192 e uma escova de lavar roupas. Segundo a PM, ele foi algemado durante a condução devido ao receio de fuga.

Tanto o suspeito do furto quanto Uanderson foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Tangará da Serra. Uma advogada acompanhou o secretário durante a confecção do boletim de ocorrência.

Leia Também:  Racha entre Audis provoca capotamento e deixa mãe e filho feridos em Cuiabá

O caso foi registrado pelos crimes de furto e receptação e encaminhado à Polícia Civil para continuidade das investigações.

Segundo informações divulgadas pelo g1, o delegado Ivan Albuquerque informou que não solicitou a prisão preventiva de Uanderson. Com isso, a previsão é que o secretário seja liberado após passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (9).

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA