CARNE NO CHÃO, BARATA NO BALCÃO

PC e Vigilância Sanitária interditam açougue no Quilombo após flagra de condições insalubres em Cuiabá

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Um açougue no bairro Quilombo, em Cuiabá, foi interditado na manhã desta segunda-feira (18) em uma ação conjunta da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), e da Vigilância Sanitária Municipal. A fiscalização flagrou condições sanitárias degradantes, com carnes armazenadas no chão, freezers enferrujados, baratas no balcão expositor e fragmento de inseto incrustado em um peito de frango que estava à venda. Ao todo, 192 quilos de produtos cárneos impróprios para consumo foram apreendidos e descartados no local.

A equipe de fiscais encontrou um cenário que configurava risco iminente à saúde pública. Entre as irregularidades listadas no termo de notificação — que somou 25 itens — estavam espetinhos e hambúrgueres manipulados sem qualquer observância das normas sanitárias, piso sujo, freezers e equipamentos oxidados, ganchos da câmara fria tomados pela ferrugem e iscas de veneno para ratos posicionadas abaixo do balcão de exposição, em contato direto com a área de manipulação dos alimentos.

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A Vigilância Sanitária determinou a interdição total do estabelecimento diante da gravidade do quadro. O relatório apontou ainda a venda de produtos sem registro no órgão competente, agravando a situação do ponto de vista legal. A Decon deve investigar se o proprietário poderá responder criminalmente pelo crime de venda de produtos impróprios para consumo, previsto no Código de Defesa do Consumidor.

A operação desta segunda-feira reforça o trabalho integrado entre as forças de segurança e os órgãos de fiscalização sanitária na capital. A Polícia Civil orienta a população a denunciar estabelecimentos suspeitos de comercializar produtos em más condições pelos canais oficiais da Decon, garantindo o sigilo da denúncia.

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POLÍCIA

Investigador é alvo de operação por produzir e armazenar pornografia infantil em Cuiabá e VG

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (18), mais uma etapa da Operação Cesin (Combate à Exploração Sexual Infantil) para cumprir três ordens judiciais contra investigados por produção, transmissão e armazenamento de pornografia infantil. As ações ocorreram nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Entre os alvos está um investigador da própria Polícia Civil, que já possui histórico de crimes sexuais contra crianças e adolescentes, tendo sido preso anteriormente pelo mesmo crime em 2019.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) identificaram que os suspeitos utilizavam a mesma ferramenta digital para baixar fotos e vídeos contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, um mandado de busca e apreensão domiciliar e uma medida cautelar diversa. Os alvos foram vinculados aos crimes após a análise de arquivos digitais armazenados em dispositivos móveis que já haviam sido apreendidos anteriormente pela polícia.

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As investigações apontaram ainda que os criminosos utilizavam redes de compartilhamento online para disseminar o conteúdo ilícito. Em um dos casos, além do material de pornografia infantil, os agentes localizaram arquivos de apologia ao nazismo. O suspeito será indiciado também por esse crime, previsto no artigo 20, parágrafo 1º, da Lei nº 7.716/89, que pune a prática de discriminação racial ou ideologias nazistas.

O delegado titular da DRCI, Sued Dias Júnior, explicou que a operação busca garantir a ordem pública e retirar de circulação conteúdo criminoso. “No primeiro momento, verificou-se que os alvos realizavam download e armazenavam os arquivos de conteúdo de pornografia infantil em seus dispositivos informáticos. Os inquéritos policiais são independentes e serão relatados com o indiciamento dos dois investigados pelos respectivos crimes”, afirmou.

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