A Polícia Civil deflagrou a Operação Rede Difusa nas primeiras horas desta quinta-feira (30) para estourar uma teia descentralizada de distribuição de drogas que operava em diversas regiões da capital. Os investigadores da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) cumprem oito ordens judiciais, sendo três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. O objetivo é asfixiar pequenos núcleos que, embora independentes, formavam um exército pulverizado a serviço do crime organizado.
A investigação revelou que os criminosos utilizavam uma estratégia de “pulverização” para dificultar o cerco policial. Em vez de um grande centro de distribuição, a facção mantinha pontos de venda espalhados por vários bairros, criando uma rede difusa de abastecimento. Essa tática permitia que o grupo ampliasse o alcance da venda de entorpecentes em Cuiabá, alimentando outros crimes graves como furtos, roubos e até execuções ligadas à disputa territorial.
O delegado Ronaldo Binoti Filho destacou que o foco da operação é o enfrentamento qualificado, mirando não apenas a droga, mas a responsabilização criminal de quem sustenta essa estrutura. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias. Durante as incursões, os agentes buscam apreender valores oriundos do tráfico e materiais que comprovem a associação criminosa dos envolvidos, que acreditavam estar protegidos pelo sistema de operação descentralizada.
A Operação Rede Difusa integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus e do programa Tolerância Zero. A ação também está conectada à Renorcrim, rede coordenada pelo Ministério da Justiça que articula unidades especializadas de todo o país. Com essa ofensiva, as forças de segurança buscam restabelecer a ordem nos bairros atingidos e desestruturar a engrenagem financeira que mantém o tráfico de drogas vivo na capital.
Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).