Office Crime - O Elo

Polícia vasculha condomínio de luxo atrás de mandantes da morte de Renato Nery

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (08) uma nova fase da Operação Office Crime – O Elo, que apura a morte do advogado Renato Gomes Nery, executado a tiros em julho de 2023, em frente ao próprio escritório, no centro de Cuiabá.

Desta vez, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpre mandados de busca e apreensão em Primavera do Leste (MT). Os alvos são suspeitos de intermediar ou encomendar o crime, e as ordens judiciais foram expedidas com base em indícios levantados nas fases anteriores da investigação.

Entre os locais alvos das buscas está um condomínio de luxo onde vive um dos investigados — o mesmo endereço já havia sido alvo de diligências em novembro de 2024.

O crime
Renato Nery, 72 anos, foi morto a tiros no dia 5 de julho de 2023, logo após chegar ao seu escritório. Ele ainda foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital da capital, mas não resistiu aos ferimentos.

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Desde então, a Polícia Civil segue com intensa investigação técnica e pericial, que já identificou execução profissional e possível motivação ligada a conflitos fundiários.

“Trabalhamos com a linha de disputa por terras como principal motivação para o crime”, afirmou a DHPP em nota.

Novos desdobramentos
A fase batizada de “O Elo” tem como objetivo aprofundar a apuração sobre a cadeia de comando do homicídio, atingindo agora os possíveis intermediários entre os executores e os mandantes.

Essa é mais uma etapa da Operação Office Crime, que já teve agentes da segurança pública entre os alvos, inclusive com prisões de policiais militares acusados de envolvimento direto na execução.

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POLÍCIA

Vereadores são alvo de operação que investiga desvio de R$ 1,95 milhão em cestas básicas

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Vereadores e outros investigados foram alvos da Operação Mesa Vazia, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (3), para apurar um suposto esquema de desvio de cestas básicas e kits de higiene e limpeza destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social em Barra do Garças.

De acordo com as investigações, aproximadamente 13 mil cestas básicas e kits teriam sido desviados, causando um prejuízo estimado em R$ 1,95 milhão aos cofres públicos. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.

Os produtos faziam parte do Programa SER Família Solidário, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), e deveriam ser distribuídos a famílias previamente cadastradas por meio de órgãos públicos e entidades devidamente credenciadas.

No entanto, as apurações apontam que parte desse material teria sido desviada para um esquema paralelo de distribuição, realizado sem controle institucional e sem qualquer prestação de contas.

Durante a investigação, os policiais identificaram inconsistências entre os registros oficiais de entrega e a quantidade de produtos efetivamente recebida por representantes de entidades beneficiadas.

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Para avançar na apuração, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados, afastamento de agentes públicos de suas funções e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de contato entre os investigados e o impedimento de frequentarem locais relacionados aos fatos investigados.

Segundo a Polícia Civil, os alimentos e kits eram retirados em centros oficiais de distribuição, principalmente em Cuiabá, e transportados até Barra do Garças. Em vez de serem encaminhados às instituições responsáveis pela entrega às famílias, parte da carga teria sido levada para imóveis particulares, chácaras, sedes de associações e outros locais privados, onde ocorria uma redistribuição considerada irregular.

As investigações indicam que o esquema funcionava por meio de dois modelos distintos. O primeiro seguia o fluxo regular, com solicitação formal, documentação, entrega por órgãos competentes e prestação de contas. Já o segundo utilizava um fluxo paralelo, no qual os produtos eram movimentados com aparência de legalidade, por meio de entidades, documentos considerados suspeitos e representantes sem legitimidade formal, mas sem o devido controle dos órgãos públicos.

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A Polícia Civil continua as investigações para identificar todos os envolvidos, esclarecer a extensão do esquema e apurar o destino final dos produtos que deveriam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social.

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