ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR

Lúdio vê inconstitucionalidade em projeto que entrega Hospital Central ao Albert Einstein

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Luiz Alves | ALMT

A proposta do Governo de Mato Grosso de entregar a gestão do novo Hospital Central de Cuiabá à Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein, por meio do modelo de Organização Social de Saúde (OSS), esbarrou em forte resistência política e jurídica na Assembleia Legislativa (ALMT). Durante audiência pública nesta segunda-feira (14), o deputado Lúdio Cabral (PT) classificou a proposta como inconstitucional e antecipou que apresentará emendas ou um substitutivo ao projeto.

A gestão do hospital será debatida pelos deputados por meio do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 10/2025, que está em regime de urgência e pode ser votado já nesta quarta-feira (16).

Autor do requerimento que originou a audiência pública, Lúdio Cabral afirmou que o texto do governo tem vícios graves, incluindo o direcionamento à OSS Albert Einstein sem chamamento público, o que, segundo ele, fere os princípios da impessoalidade e legalidade previstos na Constituição e na Lei nº 583/2017, que rege a atuação de OSS em Mato Grosso.

“Fere o princípio da impessoalidade. É meu dever alertar para os riscos jurídicos e administrativos envolvidos nessa proposta”, afirmou Lúdio, ao anunciar que protocolará emendas e um possível substitutivo na próxima sessão.

Ele também defendeu a nomeação de concursados da saúde pública e a cessão de servidores efetivos para atuação na unidade, como forma de garantir estabilidade e qualificação técnica. “Modelo já fracassou em Mato Grosso”, diz Lúdio

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O parlamentar criticou duramente a experiência anterior do Estado com OSS, entre os anos de 2011 e 2018. Segundo ele, o modelo resultou em:

  • Altos custos operacionais
  • Precarização dos vínculos trabalhistas
  • Sucateamento de unidades hospitalares
  • Qualidade baixa nos atendimentos

Ainda assim, Lúdio reconheceu a capacidade técnica do Hospital Albert Einstein, mas sugeriu que sua participação ocorra apenas via consultoria — modelo que já é utilizado em dois contratos vigentes com o Governo do Estado, firmados em 2022 e 2023, no valor de R$ 5 milhões.

Em contraponto, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, defendeu a proposta afirmando que a parceria com o Einstein é legal, vantajosa e eficaz. Segundo ele, a estimativa é de uma economia de R$ 50 milhões por ano, com ganhos significativos na gestão e no atendimento.

“O governo toma decisões respaldado na legislação, com apoio da Procuradoria Geral do Estado e dos órgãos de controle”, disse Figueiredo. “Queremos eficiência, e o Einstein é referência mundial em saúde”.

De acordo com ele, o Hospital Central poderá iniciar suas atividades já em setembro de 2025, e alcançar 100% da operação até dezembro, caso o projeto seja aprovado.

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Outro ponto sensível levantado durante a audiência foi o fechamento da Santa Casa de Cuiabá como unidade estadual, com transferência da gestão ao município. O prefeito Abílio Brunini já manifestou interesse em instalar o Hospital São Benedito no local, conforme declarou o secretário.

Lúdio, no entanto, criticou a medida, apontando o risco de perda de serviços estratégicos, como:

  • UTIs Neonatal e Pediátrica
  • Oncologia Infantil
  • Nefrologia Pediátrica (único serviço do tipo no Estado)

A construção do Hospital Central foi iniciada em 1984 e ficou paralisada por mais de três décadas. As obras foram retomadas apenas em 2020, no atual governo. O investimento total chega a R$ 513 milhões, sendo R$ 273 milhões em obras e mobiliários e R$ 240 milhões em equipamentos.

Próximos passos
A matéria será analisada na sessão ordinária desta quarta-feira (16). Lúdio Cabral promete apresentar emendas corretivas e aditivas, buscando alterar a proposta do Executivo. O embate entre governo e oposição promete intensificar o debate em torno do modelo de gestão do novo hospital da capital.

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Eleições 2026

Janaina Riva e Mauro Mendes empatam tecnicamente na liderança pela disputa ao Senado, aponta pesquisa

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Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (12) aponta empate técnico na liderança da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso ao Senado Federal. No resultado consolidado do primeiro e segundo votos, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) aparece com 25%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que é considerado empate técnico com Mauro Mendes (União Brasil), que possui 27% das intenções de voto.

O levantamento mostra ainda uma distância expressiva de Janaina para os demais candidatos na soma das duas escolhas do eleitor. Carlos Fávaro (PSD) aparece com 13%, José Medeiros (PL) com 12% e Pedro Taques (PSB) com 11%. Antônio Galvan (Avante) e Margareth Buzetti (PP) registram 4% cada.

Liderança no segundo voto

Na pergunta sobre o segundo voto, Janaina ocupa a primeira colocação isolada, com 30%. Mauro Mendes vem em seguida, com 19%, Carlos Fávaro tem 15%, Pedro Taques, 10%, e José Medeiros, 9%. Antônio Galvan e Margareth Buzetti aparecem com 5% cada.

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Os números reforçam a liderança de Janaina na disputa pelas duas cadeiras do Senado. Além de aparecer tecnicamente empatada na liderança do resultado consolidado, a candidata do MDB concentra a maior preferência entre os eleitores quando a pergunta é sobre a segunda opção de voto, com vantagem de dois dígitos sobre o segundo colocado.

Para a eleição ao Senado, o eleitor poderá escolher até dois candidatos. Por isso, o instituto apresenta separadamente as intenções de primeiro e segundo votos e também um cenário consolidado, com os dois votos reduzidos para 100%.

Metodologia

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores em Mato Grosso entre os dias 7 e 11 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado sob o número MT-04560/2026 e divulgado nesta quarta-feira (12).

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