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Sem apoio de Abilio, Dilemário abandona liderança na Câmara e entra na disputa pela presidência

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O vereador Dilemário Alencar (União) entregou o cargo de líder do Executivo na Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (12), após uma reunião com o prefeito Abilio Brunini (PL). A saída ocorre depois que o parlamentar colocou seu nome na disputa pela presidência da Mesa Diretora, mas viu o próprio prefeito trabalhar abertamente pela reeleição de Paula Calil (PL) para o comando da Casa, inclusive articulando mudanças no regimento interno para viabilizar a candidatura da aliada.

Em nota, Dilemário afirmou que exerceu o cargo de líder “com honra e lealdade” durante um ano e quatro meses, período em que defendeu a gestão municipal e articulou a aprovação de leis importantes para a cidade. “Penso que exerci o cargo de líder com honra e lealdade, onde no período de um ano e pouco mais de quatro meses, pude fazer a defesa da atual gestão municipal e ajudar o executivo cuiabano nas articulações para aprovação de leis importantes”, declarou.

O parlamentar ponderou que o exercício da liderança demandava tempo intenso com articulações políticas, reuniões, entrevistas e estudo de todas as ações do governo, o que comprometia sua dedicação ao mandato e ao projeto pessoal. “Agora é hora de construir outros projetos, me dedicar mais ao meu mandato e focando nas articulações para me eleger presidente da Câmara”, concluiu, sinalizando que a disputa pelo comando do Legislativo cuiabano ganhou mais um concorrente de peso.

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A movimentação expõe uma fissura na base de sustentação de Abilio Brunini na Câmara e acirra a corrida pela presidência da Mesa Diretora. Enquanto o prefeito aposta na reeleição de Paula Calil para manter o controle político da Casa, Dilemário agora atua para construir uma candidatura própria, somando forças com parlamentares insatisfeitos com os rumos da articulação política do Executivo. Com a renúncia à liderança, o vereador ganha liberdade para negociar apoios e pavimentar o caminho rumo ao comando do Legislativo municipal.

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Política MT

Moretti denuncia suplemento de R$ 215 mil inserido sem assinatura no orçamento da Câmara de VG

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), esteve na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) na manhã desta quinta-feira (14) para formalizar uma denúncia contra o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), por suposta fraude na inserção de um crédito suplementar de R$ 215 mil ao orçamento do Poder Legislativo. O decreto, segundo a chefe do Executivo, foi lançado no Sistema Único e Integrado de Execução Orçamentária, Administração Financeira e Controle (Seafic-MT) sem sua autorização ou assinatura digital.

De acordo com Moretti, a suplementação orçamentária foi remanejada sem qualquer comunicação oficial à Prefeitura, e os valores já estavam empenhados para outras despesas. “Fizeram um decreto sem minha assinatura, sem minha autorização, remanejando orçamento da Câmara. Inclusive, esses valores já estavam empenhados”, afirmou. A prefeita destacou que tanto ela quanto o erário municipal são vítimas da irregularidade e que não possui login nem acesso ao sistema para realizar esse tipo de movimentação, o que motivou o registro da ocorrência policial.

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O caso ganha contornos ainda mais graves porque o remanejamento foi inserido dentro do percentual de 5% da receita do município que a prefeita pode movimentar livremente. Moretti revelou que, justamente para evitar o uso desse instrumento sem o devido controle, ela envia projetos de lei à Câmara sempre que precisa de suplementação orçamentária. A denúncia também será protocolada junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para investigação paralela.

Na quarta-feira (13), a Prefeitura de Várzea Grande já havia anulado integralmente o decreto fraudulento, com efeitos retroativos a 7 de maio de 2026. O novo ato determina o estorno completo dos lançamentos orçamentários e contábeis, o restabelecimento das dotações originais, o bloqueio cautelar de eventuais pagamentos relacionados ao decreto e a preservação de logs de acesso e trilhas de auditoria. Uma sindicância investigativa foi instaurada para apurar a autoria e as circunstâncias exatas da inclusão indevida no sistema.

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