VITÓRIA APERTADA

Wanderley Cerqueira é reeleito presidente da Câmara de VG por um voto de diferença

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O vereador Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande na manhã desta quinta-feira (14) em uma votação acirrada que terminou em 12 votos a 11. A disputa colocou frente a frente o grupo do atual presidente e os aliados da prefeita Flávia Moretti (PL), que apoiavam a candidatura de Lucas Chapéu do Sol (PL). Além de Wanderley, a chapa vencedora elegeu Gisa Barros como 1ª secretária, Dr. Miguel como 1º vice-presidente e Wender Madureira como 2º vice-presidente.

A sessão foi marcada por forte tensão política, com o plenário lotado e a presença da Polícia Militar para garantir a segurança. A cada voto anunciado, apoiadores dos dois grupos reagiam com gritos, aplausos e provocações, transformando o ambiente em um verdadeiro campo de batalha política. Vereadores chegaram a entrar pelos fundos da Câmara para evitar aglomerações e possíveis tumultos na entrada principal, num reflexo do clima de animosidade que tomou conta da Casa nas últimas semanas.

A eleição só ocorreu após a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, plantonista do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, derrubar a liminar que havia suspendido o pleito na quarta-feira (13). A decisão restabeleceu a validade da eleição antecipada da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Nos bastidores, a votação já vinha sendo tratada como a mais tensa dos últimos anos, com direito a estratégias dignas de guerra política: na véspera, Wanderley teria “confinado” vereadores aliados em uma chácara para evitar assédio político, com direito a show sertanejo ao vivo.

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Com a vitória por margem mínima, Wanderley Cerqueira garante mais um mandato no comando do Legislativo municipal e impõe uma derrota política ao grupo ligado à prefeita Flávia Moretti — que, no mesmo horário da votação, prestava depoimento na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) contra o presidente reeleito. O cenário de radicalização promete esquentar ainda mais os próximos meses na segunda maior cidade do estado, com o Executivo e o Legislativo em rota de colisão aberta.

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Política MT

Sem apoio de Abilio, Dilemário abandona liderança na Câmara e entra na disputa pela presidência

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O vereador Dilemário Alencar (União) entregou o cargo de líder do Executivo na Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (12), após uma reunião com o prefeito Abilio Brunini (PL). A saída ocorre depois que o parlamentar colocou seu nome na disputa pela presidência da Mesa Diretora, mas viu o próprio prefeito trabalhar abertamente pela reeleição de Paula Calil (PL) para o comando da Casa, inclusive articulando mudanças no regimento interno para viabilizar a candidatura da aliada.

Em nota, Dilemário afirmou que exerceu o cargo de líder “com honra e lealdade” durante um ano e quatro meses, período em que defendeu a gestão municipal e articulou a aprovação de leis importantes para a cidade. “Penso que exerci o cargo de líder com honra e lealdade, onde no período de um ano e pouco mais de quatro meses, pude fazer a defesa da atual gestão municipal e ajudar o executivo cuiabano nas articulações para aprovação de leis importantes”, declarou.

O parlamentar ponderou que o exercício da liderança demandava tempo intenso com articulações políticas, reuniões, entrevistas e estudo de todas as ações do governo, o que comprometia sua dedicação ao mandato e ao projeto pessoal. “Agora é hora de construir outros projetos, me dedicar mais ao meu mandato e focando nas articulações para me eleger presidente da Câmara”, concluiu, sinalizando que a disputa pelo comando do Legislativo cuiabano ganhou mais um concorrente de peso.

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A movimentação expõe uma fissura na base de sustentação de Abilio Brunini na Câmara e acirra a corrida pela presidência da Mesa Diretora. Enquanto o prefeito aposta na reeleição de Paula Calil para manter o controle político da Casa, Dilemário agora atua para construir uma candidatura própria, somando forças com parlamentares insatisfeitos com os rumos da articulação política do Executivo. Com a renúncia à liderança, o vereador ganha liberdade para negociar apoios e pavimentar o caminho rumo ao comando do Legislativo municipal.

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