PONTA DO ICBERG

Escândalo do Banco Master ameaça enterrar pré-candidaturas de Ibaneis Rocha e Celina Leão

Publicado em

O escândalo envolvendo o Banco Master, apontado por investigações como uma das maiores fraudes financeiras recentes do país, avança para além do sistema bancário e começa a produzir efeitos diretos no cenário político do Distrito Federal. A crise, que revelou uma pirâmide bilionária baseada em ativos inexistentes e operações fraudulentas, coloca sob forte pressão as pré-candidaturas do governador Ibaneis Rocha (MDB) e da vice-governadora Celina Leão (PP).

No centro da controvérsia está o Banco de Brasília (BRB), instituição financeira pública controlada pelo Governo do Distrito Federal. O banco foi protagonista de negociações que buscavam absorver o Banco Master em meio ao colapso da instituição privada comandada por Daniel Vorcaro. A tentativa de incorporação foi interpretada por analistas como uma operação de alto risco que poderia transferir prejuízos privados para os cofres públicos.

Análise publicada pelo Estadão classificou a manobra como uma tentativa de “diluir falcatruas” do Banco Master, já que a instituição apresentava carteiras de crédito e ativos que, posteriormente, mostraram-se inconsistentes ou inexistentes. Especialistas em governança pública apontam que operações dessa magnitude dificilmente ocorrem sem aval político, especialmente quando envolvem um banco estatal.

Leia Também:  Personalidades que contribuíram para o estado foram homenageadas em sessão especial na segunda (11)

À época, o BRB era presidido por Paulo Henrique Costa, indicado durante o governo Ibaneis Rocha. A substituição do comando do banco ocorreu quando o escândalo veio à tona, mas a mudança administrativa não foi suficiente para afastar o desgaste político. Para críticos do governo, a troca soou mais como tentativa de contenção de danos do que como esclarecimento efetivo dos fatos.

Ibaneis Rocha tem buscado se colocar como espectador dos acontecimentos, enquanto aliados tentam atribuir responsabilidade ao Banco Central, acusado de demora na fiscalização. No entanto, essa estratégia enfrenta resistência. Conforme observou o Estadão, a criminalização do BC funciona como cortina de fumaça, desviando o foco das decisões políticas que permitiram que o Banco Master prosperasse e buscasse socorro junto a uma instituição pública.

O desgaste também alcança Celina Leão, pré-candidata natural à sucessão no Palácio do Buriti. Como vice-governadora e figura central do atual grupo político, ela passa a ser associada a um governo que agora enfrenta questionamentos sobre o uso de dinheiro público para tentar salvar uma operação privada suspeita de fraude.

Leia Também:  Câmara tem 4 pedidos de CPI para investigar gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro

Nos bastidores, a avaliação é de que o escândalo pode se tornar uma “pá de cal” sobre os planos eleitorais da dupla. A oposição já articula o discurso de que o Governo do DF falhou em proteger o interesse público, seja por conivência, seja por falta de controle sobre um banco estatal estratégico.

À medida que as investigações avançam e novas informações vêm à tona, cresce a pressão por explicações mais claras. Para Ibaneis Rocha e Celina Leão, o caso Banco Master deixou de ser apenas um problema financeiro e se transformou em um passivo político com potencial de redefinir o cenário eleitoral do Distrito Federal.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

Pivetta coloca saúde entre prioridades do novo mandato e promete acelerar Fila Zero

Published

on

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a saúde estará entre as principais prioridades de seu governo nos próximos quatro anos. A meta, segundo ele, é reduzir o tempo de espera por procedimentos, ampliar os atendimentos e fortalecer a estrutura da rede pública de Mato Grosso.

Além da saúde, Pivetta apontou educação, segurança pública e infraestrutura como áreas estratégicas para o novo mandato. As declarações foram dadas no primeiro dia após a eleição, durante reunião no Palácio Paiaguás para dar continuidade às ações da administração estadual.

Na saúde, o governador afirmou que pretende manter e ampliar iniciativas como a Tabela SUS Mato Grosso e o Fila Zero 3.0. Também destacou os investimentos na expansão da rede hospitalar do Estado.

“Na saúde, não podemos deixar ninguém esperando na fila. A Tabela SUS Mato Grosso já está funcionando e demonstrando que é exitosa. O Fila Zero 3.0 também está andando em ritmo acelerado. São seis hospitais sendo construídos e outros dois já inaugurados”, afirmou.

Pivetta disse que uma das metas é acelerar a realização de cirurgias, exames e diagnósticos de alta complexidade, além de dar continuidade à ampliação da infraestrutura destinada ao atendimento da população.

Leia Também:  Frente Parlamentar da Agropecuária faz balanço das principais ações do ano

Na educação, o governador pretende reforçar o ensino técnico profissionalizante voltado aos estudantes do ensino médio. Já na infraestrutura, a proposta é acelerar obras de estradas e pontes, além da construção de moradias populares.

Na segurança pública, Pivetta afirmou que pretende manter os investimentos estaduais e buscar articulação nacional para ampliar a atuação do Governo Federal na proteção das fronteiras.

“As nossas prioridades sempre foram e continuam sendo educação, saúde, segurança e infraestrutura. Mato Grosso ainda tem muito para fazer nessas quatro áreas, e nós vamos fazer”, declarou.

No primeiro dia após o pleito, Pivetta se reuniu com integrantes do primeiro escalão no Palácio Paiaguás, entre eles os secretários da Casa Civil, Adjaime Ramos, e de Comunicação, Laice Souza, além do procurador Rogério Gallo e de Eduardo Manciolli.

Durante o encontro, o governador afirmou que pretende manter como referência o modelo administrativo adotado pelo Estado desde 2019. Segundo ele, a intenção é preservar as políticas que apresentam resultados e promover mudanças nos setores que ainda precisam de ajustes.

Leia Também:  Comissão de Educação aprecia 50 projetos em reunião ordinária

Pivetta também lembrou os oito anos em que participou da gestão ao lado do ex-governador Mauro Mendes e disse que o novo mandato deverá representar uma continuidade desse trabalho, com a inclusão de novas ações.

Após a vitória nas urnas, o governador afirmou ainda que pretende corresponder à confiança recebida dos eleitores e que os próximos quatro anos serão dedicados à execução das prioridades apresentadas durante a campanha.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA