Giovane Santin
Machismo no esporte: quando o jogo não acaba após o apito final
As palavras de um jogador de futebol após uma partida ocorrida sábado (dia 21) pelo Campeonato Paulista, foi interpretada por alguns (no masculino) como uma fala de “cabeça quente”, uma “força de expressão decorrente da emoção” ou “frase isolada e infeliz”, mas trata-se de um sintoma que revela algo muito mais profundo: o machismo existente não só no esporte, mas em praticamente todas as profissões e espaços de poder e prestígio existentes em nossa sociedade.
Ao dizer que “não adianta colocar mulher para apitar um jogo desse tamanho”, o jogador não fez questionamentos às decisões da árbitra sobre lances ao longo da partida, nem mesmo a respeito da qualidade do seu trabalho.
Está muito além disso. Trata-se de uma referência explícita sobre a legitimidade de uma mulher ocupar aquela posição naquele momento. A sua afirmação é clara: em jogo importante, mulher não serve. Não se trata de futebol, mas de gênero.
É o tipo de fala que ecoa livremente num ambiente que tem demonstrado ser terreno fértil para narrativas preconceituosas de toda espécie (machismo, racismo, homofobia, xenofobia, etc). A questão é que o preconceito em pauta não termina em campo, senão vejamos: quantas mulheres são presidentes de clubes, federações ou entidades esportivas?
Quantas mulheres treinam times masculinos em qualquer esporte?
A realidade demonstra que as modalidades esportivas que se apresentam como espaço de força, dedicação e superação, reproduz a falsa percepção de que o lugar da mulher é acessório e secundário. Essa lógica de desrespeito à legitimidade de uma árbitra em um estádio lotado é a mesma que impede mulheres de serem vistas como autoridade capaz de chefiar empresas, presidir órgãos ou instituições, liderar equipes ou ocupar cargos políticos.
Em reuniões de trabalho não é raro que uma proposta feita por uma mulher só seja levada a sério depois de repetida por um colega homem. Em ambientes acadêmicos, cientistas mulheres ainda enfrentam descrédito, interrupções constantes e questionamentos desproporcionais. Diariamente mulheres são julgadas pela roupa, pelo tom de voz, pelo estado civil ou pela maternidade, enquanto seus colegas homens são avaliados por ideias e projetos. A mensagem é sempre a mesma: o poder tem rosto masculino; às mulheres, reserva-se a desconfiança.
Quando um atleta diz publicamente que não se deve colocar mulher para apitar “jogo grande”, ele reproduz e reforça a existência de um mecanismo de exclusão. Trata-se de uma espécie de autorização simbólica para que se repitam frases com conteúdo machistas que prefiro não citar para não (re)forçá-las através deste texto.
O episódio de sábado passado não pode ser tratado como um mero ato de “infelicidade”, “calor do momento” ou “fato isolado”. Apesar de o pedido de desculpas ser importante é fundamental que venha acompanhado de mudanças concretas de comportamento em todos os espaços – dentro e fora do esporte -.
É preciso superar de uma vez por todas esse olhar reproduzido pela fala (e pelo silêncio também!) de que a presença de mulheres em espaços de poder é uma “concessão” ou “benefício”, sob pena de qualquer tipo de desacerto ser usado como confirmação de um preconceito antigo que não se cansa de passar vergonha nas bocas daqueles que reproduzem o machismo.
Algumas medidas para enfrentarmos esses (pre)conceitos são de conhecimento público. No esporte, é necessário investir de forma séria na formação, proteção e promoção de árbitras, treinadoras, dirigentes e jornalistas esportivas, garantindo que elas não sejam abandonadas e/ou excluídas diante de ataques misóginos. Nos espaços de poder, é preciso ampliar políticas de igualdade de gênero nas empresas, na política, nas universidades e em todas as esferas, com metas, transparência e responsabilização.
Também penso para além disso: é necessário que homens – especialmente aqueles que ocupam posições de visibilidade – entendam o peso do que dizem. Uma frase dita “de cabeça quente” ou “com força de expressão” em público ou frente às câmeras não desaparece com o final da partida. Ela se espalha, fortalece estereótipos, encoraja ataques e contribui para que portas sejam ou continuem fechadas para mulheres em diferentes áreas.
Quando uma árbitra é deslegitimada por ser mulher, não é apenas o futebol que perde. Perdem também todas as meninas que lutam com responsabilidade, competência e ardor para conquistar seus espaços, seja no campo, na audiência, no laboratório, no parlamento ou na sala de reunião. Combater esse tipo de machismo não é defender apenas uma profissional atacada em uma partida de futebol: é defender o direito de todas as mulheres de ocupar e manter, em igualdade, os espaços de poder da nossa sociedade.
Giovane Santin. Vice-presidente da OAB MT. Advogado criminalista. Doutor em Ciências Sociais pela Unisinos. Mestre e Especialista em Ciências Criminais pela PUC/RS. Professor da UFMT.
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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assume o comando do Governo de Mato Grosso trazendo algo que, na política, faz toda a diferença: experiência de gestão e resultados comprovados.
Ao longo da sua trajetória pública, construiu um histórico de decisões acertadas, liderou projetos que deram resultado e contribuiu diretamente para o desenvolvimento do nosso Estado. Por isso, afirmo com convicção: Mato Grosso está em boas mãos.
Essa avaliação não nasce de expectativa ou discurso político. Ela vem da observação de uma caminhada marcada por trabalho, planejamento e entrega. Em seu discurso de posse, o governador Pivetta deixou claro que irá manter Mato Grosso no rumo certo. “Vamos continuar fazendo com a coragem que o povo e Deus nos deram”.
Quem convive com o governador Pivetta sabe que ele costuma usar uma expressão que traduz bem sua forma de agir: “fazimento”. Já ouvi isso dele muitas vezes. E, na prática, é exatamente isso que define sua atuação — fazer, executar e entregar resultados para a sociedade.
Esse perfil começou a ganhar força ainda quando Pivetta esteve à frente da prefeitura de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Naquele período, o município de Lucas do Rio Verde passou a ser destaque nacional ao adotar um modelo de crescimento estruturado, com planejamento urbano, fortalecimento da economia por meio da agroindustrialização e melhora consistente dos indicadores sociais.
Liderado por um empresário do agronegócio que se tornou gestor público, Lucas do Rio Verde deixou de ser apenas uma cidade em expansão para se tornar referência nacional em gestão municipal. Até hoje, o município segue se destacando em indicadores de desenvolvimento humano em Mato Grosso — um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a qualidade de vida da população, considerando fatores fundamentais como renda, longevidade e educação.
O que se viu ali foi organização, visão de longo prazo e capacidade de transformar potencial econômico em desenvolvimento real para a população.
Essa experiência ajudou a levar Pivetta a novos desafios na política mato-grossense. Nos últimos anos, como vice-governador de Mato Grosso, acompanhou de perto áreas estratégicas para o futuro do Estado, especialmente infraestrutura e educação — dois pilares fundamentais para o crescimento.
Na infraestrutura, os avanços são claros. Mato Grosso pavimentou 7 mil quilômetros de rodovias, um recorde histórico, além de manter programas contínuos de conservação de toda a malha rodoviária estadual. Em um estado com dimensões continentais e forte presença do agronegócio, uma logística de qualidade significa desenvolvimento, competitividade e integração.
Na educação, os investimentos também avançaram. Mais de R$ 478 milhões foram destinados à melhoria da estrutura das escolas da rede estadual, beneficiando mais de 320 mil estudantes.
Esses números ajudam a explicar por que Mato Grosso vive hoje um dos ciclos de crescimento mais relevantes do país. E isso não acontece por acaso. É resultado de gestão, planejamento e de uma atuação consistente.
Como deputado estadual, acompanho de perto os desafios e as oportunidades que Mato Grosso enfrenta. Nosso estado cresce acima da média nacional, se consolida como uma potência econômica e exige lideranças preparadas para conduzir esse novo momento.
Líderes que conhecem o Estado, que dialogam com os municípios e que respeitam as diferenças de cada região fazem toda a diferença.
Nesse cenário, o governador — a quem também me refiro com respeito e proximidade como “Pivettão” — se consolida como uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso. É reconhecido pela capacidade de gestão, pela liderança e pela proximidade com os municípios — algo essencial em um Estado tão grande e diverso.
Mato Grosso precisa de gente que conheça sua realidade e saiba transformar potencial em desenvolvimento equilibrado. E o governador Otaviano Pivetta construiu sua trajetória exatamente assim: com trabalho, responsabilidade e entrega.
A população ganha ao ter à frente do governo um gestor experiente, que entende o estado e tem condições de ampliar políticas públicas que gerem mais desenvolvimento e qualidade de vida.
Mato Grosso não precisa de improviso. Precisa de gestão. Precisa de resultado.
E é por isso que afirmo: Mato Grosso está em boas mãos. Chegou a hora e a vez do homem do “fazimento”. Bom trabalho, Pivettão.
Diego Guimarães (Republicanos) é Deputado Estadual por Mato Grosso
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