Wilson Aquino
Quem lucra com as doenças?
A medicina moderna é uma das maiores conquistas da humanidade. Vacinas, antibióticos, cirurgias, terapias avançadas e diagnósticos cada vez mais precisos salvaram milhões de vidas. É impossível negar: a ciência médica é, em muitos sentidos, um milagre construído com estudo, método e dedicação. O paradoxo é que, mesmo com tanto avanço, nunca convivemos com tantas doenças crônicas ao mesmo tempo — e, pior, cada vez mais cedo.
Os números do Brasil chamam atenção. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde com base no Vigitel (2006–2024), a prevalência de diabetes entre adultos mais que dobrou, passando de 5,5% para 12,9%. No mesmo período, a obesidade avançou 118%, e o excesso de peso atingiu patamares alarmantes. (Serviços e Informações do Brasil)
Em termos práticos, isso significa uma sociedade que se torna, aos poucos, dependente de um modelo de sobrevivência: um comprimido para controlar, outro para compensar, outro para “equilibrar os efeitos colaterais”. E a vida segue… não necessariamente curada, mas “administrada”.
Não é conspiração. É estrutura. Aqui entra o ponto central: o modelo econômico atual premia mais o tratamento do que a prevenção. Ao mesmo tempo em que a medicina se fortaleceu, a alimentação foi sendo sequestrada pela lógica industrial. Alimentos deixaram de ser alimento e se tornaram produtos: ultraprocessados desenhados para durar mais, viciar mais, vender mais — e custar menos no caixa, mas muito mais no corpo.
A ciência tem reforçado esse alerta. Estudos e análises apontam associação entre maior consumo de ultraprocessados e piores desfechos de saúde; uma meta-análise divulgada e comentada por pesquisadores ligados à USP destacou uma relação dose–resposta, em que aumentos no consumo se associam a aumento no risco de mortalidade por todas as causas. (Jornal USP)
E o custo social desse padrão não é abstrato. Ele aparece no orçamento público. Um estudo publicado na literatura científica de saúde pública estimou que, no Brasil, os custos diretos atribuíveis a hipertensão, diabetes e obesidade somaram R$ 3,45 bilhões (dados referentes a 2018). (SciELO SP). Em outra comunicação do próprio Ministério da Saúde, há referência de que, dos R$ 6 bilhões usados em 2019 no tratamento de doenças crônicas, cerca de R$ 1,5 bilhão foi atribuído ao excesso de peso e à obesidade. (Serviços e Informações do Brasil). Ou seja: paga-se caro para tratar, e investe-se pouco para evitar.
O mais inquietante é que a prevenção, embora seja amplamente defendida em discursos oficiais, raramente ocupa o centro das políticas públicas e das estratégias comerciais. Educar para escolhas saudáveis exige tempo, transformação cultural e, sobretudo, menor rentabilidade imediata. Investir em alimentos naturais, urbanismo que favoreça caminhada, esporte nas escolas e campanhas permanentes de orientação nutricional produz resultados a longo prazo — mas o mercado opera, em geral, na lógica do curto prazo. E nessa engrenagem, o adoecimento constante mantém a máquina girando.
Diante disso, a pergunta ética não é “quem inventou tudo isso?”, mas sim: Que sistema é esse que lucra mais quando a população adoece?
Porque há um círculo vicioso em pleno funcionamento:
1. Ultraprocessados se popularizam (por preço, praticidade e marketing).
2. Crescem obesidade, diabetes, hipertensão.
3. Aumenta a medicalização cotidiana.
4. Dispara o custo do tratamento.
5. A prevenção continua sendo a parte mais fraca da equação.
E o que deveria ser exceção vira rotina. A doença crônica vira “normal”. E a vida vira uma agenda de receitas, exames e renovações.
No artigo “Tire o plástico dos pés”, falamos, na semana passada, em sentido literal e simbólico, sobre o quanto nos afastamos da natureza. A ideia do “isolamento” pode ser lida para além da sola do sapato emborrachado. Estamos isolados do simples: do alimento de verdade, do preparo caseiro, do tempo da mesa, do corpo em movimento, do sol, do chão, do ritmo natural da vida.
E quanto mais a vida se industrializa, mais a saúde se torna dependente de correções artificiais. Talvez a grande revolução não esteja apenas em descobrir novos remédios, mas em reduzir a necessidade deles.
Comida de verdade, atividade física, sono, vínculo social, contato com a natureza, prevenção séria — isso não rende manchetes diárias, mas sustenta o que a medicina, depois, precisa resgatar.
Não se trata de demonizar a indústria farmacêutica nem de negar a medicina — ambas são essenciais. Trata-se de reconhecer que saúde não pode ser apenas mercadoria.
Se o lucro cresce na proporção da dependência, então estamos diante de um dilema civilizatório. Não basta discutir remédios mais modernos ou hospitais mais equipados; é preciso repensar o modelo que transforma comida em produto químico e transforma pessoas em consumidores crônicos de tratamentos. Uma sociedade saudável não é aquela que tem mais farmácias por esquina, mas aquela que precisa menos delas.
Se queremos um país com menos doença crônica, precisamos de um modelo que valorize mais o que sustenta a vida do que o que apenas remedia seus danos. Vamos continuar vivendo “administrados”… ou teremos coragem de reaprender a viver de verdade?
Wilson Aquino – Jornalista, Professor e Escritor
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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assume o comando do Governo de Mato Grosso trazendo algo que, na política, faz toda a diferença: experiência de gestão e resultados comprovados.
Ao longo da sua trajetória pública, construiu um histórico de decisões acertadas, liderou projetos que deram resultado e contribuiu diretamente para o desenvolvimento do nosso Estado. Por isso, afirmo com convicção: Mato Grosso está em boas mãos.
Essa avaliação não nasce de expectativa ou discurso político. Ela vem da observação de uma caminhada marcada por trabalho, planejamento e entrega. Em seu discurso de posse, o governador Pivetta deixou claro que irá manter Mato Grosso no rumo certo. “Vamos continuar fazendo com a coragem que o povo e Deus nos deram”.
Quem convive com o governador Pivetta sabe que ele costuma usar uma expressão que traduz bem sua forma de agir: “fazimento”. Já ouvi isso dele muitas vezes. E, na prática, é exatamente isso que define sua atuação — fazer, executar e entregar resultados para a sociedade.
Esse perfil começou a ganhar força ainda quando Pivetta esteve à frente da prefeitura de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Naquele período, o município de Lucas do Rio Verde passou a ser destaque nacional ao adotar um modelo de crescimento estruturado, com planejamento urbano, fortalecimento da economia por meio da agroindustrialização e melhora consistente dos indicadores sociais.
Liderado por um empresário do agronegócio que se tornou gestor público, Lucas do Rio Verde deixou de ser apenas uma cidade em expansão para se tornar referência nacional em gestão municipal. Até hoje, o município segue se destacando em indicadores de desenvolvimento humano em Mato Grosso — um dos principais parâmetros utilizados para avaliar a qualidade de vida da população, considerando fatores fundamentais como renda, longevidade e educação.
O que se viu ali foi organização, visão de longo prazo e capacidade de transformar potencial econômico em desenvolvimento real para a população.
Essa experiência ajudou a levar Pivetta a novos desafios na política mato-grossense. Nos últimos anos, como vice-governador de Mato Grosso, acompanhou de perto áreas estratégicas para o futuro do Estado, especialmente infraestrutura e educação — dois pilares fundamentais para o crescimento.
Na infraestrutura, os avanços são claros. Mato Grosso pavimentou 7 mil quilômetros de rodovias, um recorde histórico, além de manter programas contínuos de conservação de toda a malha rodoviária estadual. Em um estado com dimensões continentais e forte presença do agronegócio, uma logística de qualidade significa desenvolvimento, competitividade e integração.
Na educação, os investimentos também avançaram. Mais de R$ 478 milhões foram destinados à melhoria da estrutura das escolas da rede estadual, beneficiando mais de 320 mil estudantes.
Esses números ajudam a explicar por que Mato Grosso vive hoje um dos ciclos de crescimento mais relevantes do país. E isso não acontece por acaso. É resultado de gestão, planejamento e de uma atuação consistente.
Como deputado estadual, acompanho de perto os desafios e as oportunidades que Mato Grosso enfrenta. Nosso estado cresce acima da média nacional, se consolida como uma potência econômica e exige lideranças preparadas para conduzir esse novo momento.
Líderes que conhecem o Estado, que dialogam com os municípios e que respeitam as diferenças de cada região fazem toda a diferença.
Nesse cenário, o governador — a quem também me refiro com respeito e proximidade como “Pivettão” — se consolida como uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso. É reconhecido pela capacidade de gestão, pela liderança e pela proximidade com os municípios — algo essencial em um Estado tão grande e diverso.
Mato Grosso precisa de gente que conheça sua realidade e saiba transformar potencial em desenvolvimento equilibrado. E o governador Otaviano Pivetta construiu sua trajetória exatamente assim: com trabalho, responsabilidade e entrega.
A população ganha ao ter à frente do governo um gestor experiente, que entende o estado e tem condições de ampliar políticas públicas que gerem mais desenvolvimento e qualidade de vida.
Mato Grosso não precisa de improviso. Precisa de gestão. Precisa de resultado.
E é por isso que afirmo: Mato Grosso está em boas mãos. Chegou a hora e a vez do homem do “fazimento”. Bom trabalho, Pivettão.
Diego Guimarães (Republicanos) é Deputado Estadual por Mato Grosso
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