NO STF

Moraes nega pedido e obriga comandante da Marinha a depor sobre suposta tentativa de golpe

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Lula Marques/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (22), o pedido do comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, para ser dispensado de prestar depoimento como testemunha no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado no país.

Olsen foi arrolado como testemunha de defesa do ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, que é réu na Ação Penal (AP) 2668, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros integrantes do seu governo, acusados de planejar um golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na solicitação, o atual comandante da Marinha alegou não ter conhecimento dos fatos investigados e afirmou que não possui informações que possam contribuir com o processo. Mesmo assim, Moraes rejeitou o pedido, atendendo à defesa de Garnier, que considera o depoimento essencial para esclarecer detalhes, especialmente sobre uma nota pública emitida pela Marinha em novembro de 2024, documento que, segundo os advogados, estaria diretamente ligado aos fatos em apuração.

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A defesa de Garnier também sustentou que, à época dos acontecimentos, Olsen ocupava o cargo de comandante de Operações Navais, o que lhe daria conhecimento sobre eventuais movimentações ou preparações de tropas, aspecto central na investigação do suposto golpe.

Com a decisão de Moraes, o comandante da Marinha deverá comparecer à audiência marcada para esta sexta-feira (23), às 14h, onde prestará depoimento como testemunha.

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PEC que acaba com escala 6×1 retoma análise na CCJ da Câmara nesta quarta

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1), será novamente analisada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A sessão está marcada para começar às 14h30.

Além de extinguir o modelo atual, o texto prevê a redução da jornada semanal de trabalho, que hoje é de 44 horas, para 36 horas ao longo de um período de dez anos.

A proposta retorna à pauta após pedido de vista apresentado pela oposição na semana passada. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), já votou pela admissibilidade da PEC, entendendo que a medida é constitucional.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial que analisará o mérito do texto. Esse colegiado terá entre 10 e 40 sessões do plenário para emitir parecer antes que a matéria seja levada à votação final.

Paralelamente, o governo federal apresentou um projeto de lei com urgência constitucional que também trata do tema. A proposta do Executivo prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais.

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Projetos com urgência precisam ser votados em até 45 dias ou passam a trancar a pauta do plenário.

Apesar disso, a Câmara deve manter o andamento da PEC. Segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), as duas propostas podem avançar de forma simultânea.

O governo defende que o projeto de lei pode gerar efeitos mais rápidos, enquanto a PEC garantiria a consolidação definitiva das mudanças na Constituição.

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