ESTELIONATO

Homens vestidos de palhaço são presos em Vitória após mandados da Justiça de MT

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Dois homens vestidos de palhaço e suspeitos de aplicar golpes com máquinas de cartão foram presos em Vitória (ES), após a Justiça de Mato Grosso expedir mandados contra eles por estelionato. Vinicius de Oliveira Meneses, de 31 anos, e Mateus de Sales Rocha, de 27, foram localizados enquanto abordavam motoristas em um semáforo e pediam doações para supostos projetos de caridade.

A detenção ocorreu na segunda-feira (17), na região da Enseada do Suá, na capital capixaba. Segundo a Polícia Militar, os dois usavam máquinas de cartão e cobravam das vítimas valores superiores aos informados durante a abordagem.

A PM informou que recebeu denúncias de moradores sobre a atuação dos homens e que havia relatos de várias pessoas que teriam sido vítimas da dupla. Segundo os policiais, os suspeitos aproveitavam a confiança gerada pelo pedido de ajuda para realizar as cobranças acima do valor combinado.

A prisão tem relação com uma investigação realizada em Cuiabá, em maio de 2025, quando cinco homens vestidos de palhaço foram levados à delegacia após denúncias de que estariam pedindo dinheiro a motoristas e pedestres na região central da capital.

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Na época, o grupo dizia arrecadar recursos para ajudar pessoas carentes e instituições beneficentes, com a justificativa de comprar cestas básicas. As abordagens aconteciam principalmente na Praça 8 de Abril e em um semáforo próximo ao local.

A Polícia Civil apreendeu cinco máquinas de cartão, cinco celulares e álbuns com fotografias de supostas ações sociais. Os materiais seriam analisados para verificar se as doações realmente eram destinadas aos projetos apresentados pelos suspeitos.

Apesar das suspeitas, os cinco homens investigados em Cuiabá foram liberados naquele momento. A polícia informou que não havia flagrante e que as pessoas procuradas durante a apuração confirmaram que os valores cobrados nas máquinas correspondiam às quantias que pretendiam doar. Também não houve, naquela ocasião, vítima que quisesse formalizar uma representação criminal por estelionato.

Mais de um ano depois, Vinicius e Mateus foram encontrados praticando uma abordagem semelhante no Espírito Santo. Segundo a PM, a dupla é de São Paulo e já teria sido presa por crime parecido em outro estado.

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Os mandados de prisão contra os dois foram expedidos pela 4ª Vara Criminal de Cuiabá, e a detenção ocorreu depois que os policiais capixabas identificaram a dupla no semáforo. Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados para a Delegacia Regional de Vitória para os procedimentos necessários.

Embora o caso atual tenha características semelhantes à investigação realizada em Cuiabá, a relação entre os dois episódios é indicada pelos mandados expedidos pela Justiça de Mato Grosso. A investigação de 2025 apurava um grupo de cinco homens, enquanto os presos agora no Espírito Santo são Vinicius e Mateus.

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POLÍCIA

Esquema de adulteração de fertilizantes e furto de grãos é alvo de operação em Mato Grosso

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Uma investigação sobre um esquema de adulteração de fertilizantes e furto de grãos levou ao cumprimento de três mandados de busca e apreensão e a uma prisão temporária nesta terça-feira (18), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A Operação Safra Paralela também apura se os suspeitos têm ligação com uma facção criminosa que atua em Mato Grosso.

As ordens judiciais foram cumpridas em imóveis ligados aos investigados, incluindo locais usados para armazenar fertilizantes e grãos. A ação é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Durante as diligências, as equipes apreenderam uma grande quantidade de fertilizantes que apresentavam indícios de adulteração. O material ajudou os investigadores a identificar pessoas que poderiam estar envolvidas no esquema.

Nesta nova etapa, os investigadores buscam descobrir se a adulteração dos produtos e o desvio de grãos fazem parte de uma estrutura ligada a uma organização criminosa.

Além de identificar possíveis integrantes do grupo, a operação pretende descobrir quem seriam os colaboradores, financiadores e beneficiários das atividades investigadas.

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Os suspeitos poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, por crimes como organização criminosa, furto qualificado, receptação e estelionato, além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço da investigação.

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