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Sérgio Moro pede demissão: “Presidente não me quer no cargo de ministro”

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, pediu demissão do cargo depois da exoneração de Maurício Valeixo do comando da PF. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (24), durante entrevista coletiva.

Moro justificou que sua saída do cargo ao dizer que o presidente queria interferir politicamente na Polícia Federal.

“Sobre a exoneração de Valeixo, fiquei sabendo pelo diário oficial. não assinei esse decreto”, disse. “Fui surpreendido, e achei que isso foi ofensivo”, disse. Ele destacou que, frente a isso, não tem mais como ficar no cargo. “Com essa exoneração, [Bolsonaro] mostra que não me quer no cargo”, afirmou.

Ele destacou a proximidade que um anúncio desses gera entre as pessoas, como jornalistas e membros do governo, em tempos de pandemia de coronavírus. Em suas primeiras palavras, Moro destacou ter recebido “carta Branca”, do presidente Jair Bolsonaro para conduzir o trabalho na Justiça.

“Presidente queria alguém para ligar, colher informações , colher relatórios de inteligência. Isso não é papel da Polícia Federal”, prosseguiu. “O grande problema é que não é tanto essa questão de quem colocar, mas por quê colocar, e permitir que seja feito a interferência política no âmbito da Polícia Federal”, prosseguiu.

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PEC que acaba com escala 6×1 retoma análise na CCJ da Câmara nesta quarta

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6×1), será novamente analisada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A sessão está marcada para começar às 14h30.

Além de extinguir o modelo atual, o texto prevê a redução da jornada semanal de trabalho, que hoje é de 44 horas, para 36 horas ao longo de um período de dez anos.

A proposta retorna à pauta após pedido de vista apresentado pela oposição na semana passada. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), já votou pela admissibilidade da PEC, entendendo que a medida é constitucional.

Caso seja aprovada na CCJ, a proposta seguirá para uma comissão especial que analisará o mérito do texto. Esse colegiado terá entre 10 e 40 sessões do plenário para emitir parecer antes que a matéria seja levada à votação final.

Paralelamente, o governo federal apresentou um projeto de lei com urgência constitucional que também trata do tema. A proposta do Executivo prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais.

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Projetos com urgência precisam ser votados em até 45 dias ou passam a trancar a pauta do plenário.

Apesar disso, a Câmara deve manter o andamento da PEC. Segundo o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), as duas propostas podem avançar de forma simultânea.

O governo defende que o projeto de lei pode gerar efeitos mais rápidos, enquanto a PEC garantiria a consolidação definitiva das mudanças na Constituição.

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