EMERGÊNCIA

Bombeiros reforçam combate a incêndio no Morro de Santo Antônio com três aeronaves

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Reprodução/Victorznt

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforçou, nesta terça-feira (1º), a operação de combate ao incêndio florestal que atinge o Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger, a 34 km ao sul de Cuiabá. Três aeronaves passaram a atuar na ocorrência, que também conta com cinco equipes em solo.

As chamas foram identificadas na tarde de segunda-feira (31), após o monitoramento por satélite apontar focos de calor na região. Equipes dos bombeiros foram deslocadas para o local e iniciaram o reconhecimento da área e o combate direto ao fogo.

Ainda na segunda-feira, o CBMMT tentou ampliar a operação com apoio aéreo. No entanto, a utilização de aeronave não foi autorizada pelo Aeroporto Internacional de Cuiabá – Marechal Rondon naquele momento, em razão de restrições operacionais relacionadas ao fluxo de voos comerciais na região.

Nesta terça-feira, após a liberação das ações aéreas e a definição das condições de segurança para os voos em baixa altitude, o combate foi intensificado. Três aeronaves do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil Estadual passaram a atuar diretamente sobre as áreas atingidas.

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O trabalho é realizado em conjunto com as equipes terrestres, que atuam em diferentes pontos para conter as frentes de fogo e evitar o avanço das chamas. A gerência da unidade de conservação onde está localizado o Morro de Santo Antônio também acompanha os trabalhos e atua de forma integrada com as equipes de emergência.

O Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) mantém o monitoramento contínuo do comportamento do incêndio e orienta as estratégias de combate conforme a evolução das chamas. As equipes permanecem na região para controlar o fogo e evitar que ele avance para áreas ainda preservadas.

A Prefeitura de Santo Antônio de Leverger decretou situação de emergência diante do avanço do fogo na zona rural do município. No documento assinado pela prefeita Francieli Magalhães, o decreto leva em consideração o parecer técnico da Defesa Civil da cidade, que aponta “condições favoráveis à propagação de incêndios florestais”.

Entre os locais em risco estão as comunidades de Varginha, Altos do Leverger e a Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A situação de emergência por queimadas e incêndios na região tem prazo de 90 dias.

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A prefeitura autorizou ainda a convocação de voluntários para reforçar as ações. Um morador informou que, por terra, não era mais possível atuar no combate e que a população aguardava o auxílio das aeronaves. As chamas foram vistas por moradores de Cuiabá, com vários registros circulando online.

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CIDADES

Justiça mantém prisão de homem suspeito de atropelar e matar namorada

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A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva de Paulo César Santos Vilela, de 33 anos, suspeito de atropelar repetidamente e matar a namorada Simone da Silva Matiuzi, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá. A decisão foi publicada nesta terça-feira (1º).

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou, por unanimidade, um habeas corpus apresentado pela defesa. O julgamento ocorreu no dia 25 de agosto e teve como relator o juiz de Direito convocado Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto.

Paulo é investigado por feminicídio qualificado. No pedido, a defesa alegou que os requisitos para manter a prisão não estavam presentes e sustentou que a medida teria sido fundamentada “apenas na gravidade do crime”. A defesa também pediu a substituição da prisão por medidas cautelares e afirmou que a morte teria sido acidental, com o calçado de Paulo escorregando no pedal da embreagem do veículo.

O pedido, no entanto, foi rejeitado. Para os magistrados, há elementos concretos que justificam a manutenção da prisão, como a forma violenta da execução, o histórico criminal do investigado e o fato de ele ter deixado a região após o ocorrido.

Segundo o acórdão, os elementos reunidos na investigação indicam que Paulo teria usado o próprio veículo para atropelar Simone repetidamente. Um macaco automotivo também foi encontrado nas proximidades, sugerindo, conforme a decisão, que o objeto possa ter sido utilizado para atingir a vítima.

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Para o TJMT, as circunstâncias apontam para um modo de execução de “excepcional violência”. O tribunal considerou que a prisão foi fundamentada em elementos específicos do caso, e não apenas na gravidade da acusação.

Outro fator considerado foi a condenação definitiva de Paulo por homicídio em Pontes e Lacerda. O crime ocorreu em 10 de fevereiro de 2016, no Bairro Morada da Serra. A vítima, Gilson de Souza Nascimento, foi morta a tiros. Segundo informações da época, o crime teria sido motivado por um acerto de contas.

Paulo foi julgado pelo Tribunal do Júri em novembro de 2017 e condenado a cinco anos de prisão por homicídio simples. O antecedente foi citado pelo TJMT como um dos elementos que indicam risco de reincidência.

O tribunal também apontou risco para a aplicação da lei penal: após o caso envolvendo Simone, Paulo deixou o local sem prestar assistência e foi encontrado posteriormente em outra rodovia, dentro de um carro de transporte por aplicativo com destino a Pontes e Lacerda.

Diante das circunstâncias, os magistrados entenderam que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes e decidiram manter a prisão preventiva.

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Simone morreu após ser atropelada no dia 12 de março deste ano, em Vila Bela da Santíssima Trindade. Segundo a Polícia Militar, ela foi socorrida gravemente ferida e desacordada após ter sido atropelada várias vezes. Simone foi levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu.

Uma testemunha contou aos policiais que havia sido convidada pelo casal para uma confraternização em um sítio. Durante o trajeto de volta, Simone e Paulo teriam começado a discutir dentro do veículo.

Por causa da briga, a testemunha pediu para descer do carro e seguiu a pé pela estrada com as duas filhas, menores de idade, em direção a uma propriedade próxima. Ela afirmou à polícia que não presenciou as agressões contra Simone.

Pouco tempo depois, segundo a testemunha, Paulo foi atrás dela pela estrada e pediu que retornasse ao veículo. A mulher procurou ajuda em um sítio vizinho, onde conseguiu acesso à internet e pediu socorro.

Conforme o delegado regional João Paulo Berté, o suspeito foi localizado e preso pela Polícia Civil. Aos investigadores, Paulo afirmou que o atropelamento teria ocorrido sem intenção.

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