SOLIDARIEDADE

Campanha solicita materiais de limpeza e kit de higiene para o Rio Grande do Sul

Publicado em

Após campanha de arrecadação de água, alimentos, roupas e colchões, a Fundação dos Bancos Sociais da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) lançou um apelo urgente por doações de materiais de limpeza e kits de higiene. Esta nova fase visa atender às necessidades emergenciais decorrentes das calamidades que afetaram o estado.

Há necessidade crítica de kits de higiene pessoal, fraldas, absorventes, e materiais de limpeza como vassouras, rodos, baldes e pás para retirada de lixo. Além disso, máscaras do tipo Respirador Descartável 3M PFF2 são especialmente requisitadas para garantir a proteção da população afetada.As doações podem ser entregues em qualquer uma das unidades do Serviço Social da Indústria (Sesi MT) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT). Confira aqui.

O Sistema da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), por meio do Sesi MT, está coordenando a logística da campanha “Juntos Somos Mais: Um Elo de MT pelo RS”. A iniciativa é realizada em parceria com a TV Centro América e conta com o apoio de diversas instituições, incluindo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecormércio), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), a Fundação André e Lucia Maggi, e o Instituto Canopus.

Leia Também:  Menino de 3 anos é encontrado morto em piscina

O presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, destaca a importância da solidariedade e o comprometimento de Mato Grosso nesta causa. “Seja por meio de doação de itens essenciais ou através de contribuições financeiras via PIX, cada gesto de solidariedade é um raio de esperança em meio à tempestade. Vamos mostrar que a força da nossa união é capaz de superar até mesmo os desafios mais difíceis. Mato Grosso está imbuído nessa causa.”

Contribuições realizadas

Até o momento, a campanha já destinou mais de 300 toneladas de doações para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Essas doações incluem carretas carregadas com água, roupas, alimentos, cobertores e colchões. A parceria entre as instituições reforça a capacidade de mobilização e logística necessária para atender às necessidades emergenciais do Rio Grande do Sul.

Além disso, o Sesi MT enviou o caminhão Nutre Mais, equipado com uma cozinha profissional, para auxiliar no preparo de refeições comunitárias. Também foram doados 40 mil pratos e talheres descartáveis para a distribuição dos alimentos.

Leia Também:  Mais 2.250 pessoas são beneficiadas com habilitação gratuita

Como Contribuir

As doações podem ser feitas de duas formas:
1. Envio de itens: Os materiais de limpeza e kits de higiene podem ser entregues nas unidades do Sesi e Senai espalhadas por todo o estado de Mato Grosso. Confira os locais –
2. Contribuição financeira: As doações monetárias podem ser realizadas via PIX para a chave [email protected].

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

MPF aciona Justiça contra MT para proibir licenças ambientais sem consulta ao Iphan

Published

on

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado de Mato Grosso e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para ampliar a proteção ao patrimônio arqueológico mato-grossense. A medida busca ajustar os procedimentos de licenciamento ambiental, para que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) consulte obrigatoriamente o Iphan sempre que houver risco de impacto sobre bens protegidos pela legislação federal — e não apenas quando já existirem locais previamente registrados.

A iniciativa decorre de uma recomendação enviada pelo MPF em março deste ano à Sema e aos 142 municípios do estado. Na ocasião, o órgão alertou que a interpretação dada à Instrução Normativa Sema nº 1/2017 afastava indevidamente a participação do Iphan, comprometendo a identificação e a preservação dos sítios.

A atuação do MPF se apoia no fato de que a legislação federal estabelece que todos os sítios arqueológicos pertencem à União e integram o patrimônio cultural brasileiro, independentemente de cadastro prévio. Assim, a inexistência de registros públicos não exime o estado da obrigação de consultar a autarquia federal nem de adotar medidas preventivas durante o licenciamento.

Leia Também:  Mais 2.250 pessoas são beneficiadas com habilitação gratuita

Na ação, o MPF aponta que o Iphan é o responsável por elaborar os termos de referência para o licenciamento arqueológico corretivo e por mensurar os danos já causados. Entre os pedidos, estão:

  • Reconhecimento incidental da inconstitucionalidade e da ilegalidade da instrução normativa na parte que restringe a consulta ao órgão federal
  • Liminar de urgência para que a Sema se abstenha de emitir novas licenças sem a anuência do Iphan, sob pena de multa de R$ 1 milhão por licença concedida irregularmente
  • Levantamento das irregularidades em até 90 dias, com convocação dos empreendedores para o licenciamento corretivo, sob pena de multa diária de R$ 100 mil
  • Reparações financeiras, com condenação do Estado por danos materiais ao patrimônio arqueológico (valor a ser apurado na instrução do processo) e por danos extrapatrimoniais, com quantia destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos

 

A urgência da medida reflete os efeitos concretos trazidos na ação: entre 2021 e 2024, a Sema concedeu 3.074 licenças ambientais para atividades de alto impacto, mas o Iphan recebeu apenas 243 Fichas de Caracterização de Atividade (FCA) no mesmo período. Na prática, a maioria dos empreendimentos não passou pelo crivo da fiscalização federal.

Leia Também:  Homem é executado com mais de 10 tiros no meio da rua em Cuiabá

O órgão reuniu ainda casos reais de prejuízos decorrentes dessa omissão, como intervenções nas obras da Rodovia MT-130, impactos ao sítio arqueológico Serra Abaixo, em Cuiabá, e o surgimento de vestígios descobertos apenas depois do início da implantação da Usina Hidrelétrica de Colíder.

O procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins, autor da ação, destaca que “o licenciamento ambiental deve funcionar como instrumento efetivo de identificação e salvaguarda do patrimônio cultural, impedindo que o interesse meramente econômico prevaleça sobre a proteção de bens culturais não renováveis”.

A divulgação do caso integra as iniciativas do Agosto do Patrimônio Cultural, mês em que se celebra o Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural na próxima segunda-feira (17). A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPF promove uma ação coordenada para dar visibilidade às atuações do órgão em defesa do patrimônio cultural brasileiro.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA