SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE

Famílias que não podem pagar funeral têm direito a assistência gratuita em Várzea Grande

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Famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica que não têm condições de pagar as despesas de um funeral podem solicitar assistência funerária gratuita à Prefeitura de Várzea Grande. O serviço, disponibilizado pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, oferece apoio aos moradores do município, incluindo o fornecimento de urnas funerárias e orientações para o sepultamento.

A iniciativa busca garantir que famílias de baixa renda tenham acesso a um serviço funerário digno, sem precisar assumir custos que comprometam ainda mais o orçamento familiar em um momento de perda.

De acordo com a coordenadora do Serviço Funeral, Vilma Santos, o atendimento é realizado pela Prefeitura em parceria com a Funerária Santo Antônio, responsável pelo fornecimento das urnas funerárias.

Para ter acesso ao benefício, os familiares devem procurar a assistente social do hospital onde ocorreu o falecimento ou comparecer diretamente à Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana. Durante o atendimento, será necessário preencher uma declaração de hipossuficiência, documento utilizado para comprovar a impossibilidade de arcar com as despesas.

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Para dar entrada no pedido de assistência funerária, a família deve apresentar:

  • Certidão ou declaração de óbito;

  • Comprovante de residência em Várzea Grande;

  • Documentos pessoais da pessoa falecida;

  • Documentos pessoais do familiar ou responsável pela solicitação.

Nos casos em que a família já possui um espaço destinado ao sepultamento, também será necessário apresentar uma fotografia que permita identificar o local e solicitar ao zelador do cemitério um documento com a localização do túmulo.

Segundo o secretário municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, o objetivo é oferecer acolhimento às famílias que enfrentam dificuldades financeiras, especialmente durante o período de luto.

O secretário destacou que a assistência busca garantir atendimento humanizado, desde a disponibilização da urna funerária até os procedimentos necessários para o sepultamento.

O atendimento regular para serviços funerários, sepultamentos e concessão de jazigos funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

A Prefeitura também mantém um serviço de plantão aos fins de semana e feriados para atender às demandas que surgirem fora do expediente administrativo.

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Telefone do plantão funerário: (65) 98476-6477

Atendimento regular: segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

O serviço é destinado a moradores de Várzea Grande que comprovem não possuir condições financeiras para custear o funeral.

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CIDADES

Menino de 1 ano é levado duas vezes à UPA e morre após agravamento do quadro respiratório

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O menino Heitor Hariel Almeida da Silva, de 1 ano e 8 meses, morreu na noite de terça-feira (6), após ser atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cristo Rei, em Várzea Grande. Conforme o atestado de óbito, a criança apresentou insuficiência respiratória aguda grave, que evoluiu para uma parada cardiorrespiratória.

Segundo a família, Heitor chegou à unidade de saúde ainda com vida, mas não resistiu após aproximadamente duas horas de atendimento. O caso é acompanhado pela Polícia Civil, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais.

O pai da criança contou que os primeiros sintomas surgiram no domingo (4), quando o menino apresentou febre alta, sinais semelhantes aos de uma gripe e pequenas lesões na boca, que dificultavam sua alimentação.

Preocupados com o estado de saúde do filho, os pais procuraram atendimento na mesma UPA. Conforme o relato, a equipe médica informou que Heitor apresentava um quadro de estomatite, condição caracterizada por inflamações e lesões na mucosa da boca.

Na ocasião, foram prescritos medicamentos e solicitados exames de sangue e urina. O pai afirmou que a coleta de sangue não foi realizada naquele momento e teria ficado para terça-feira.

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Após receber as orientações médicas, a família retornou para casa e iniciou o tratamento indicado.

Na terça-feira (6), o estado de saúde de Heitor piorou, levando os familiares a procurar novamente a unidade de pronto atendimento.

O pai relatou que chegou à UPA carregando o menino nos braços, enquanto a criança apresentava intensa dificuldade respiratória.

“A gente chegou com nosso filho lá com vida. Ele estava com muita falta de ar, muita falta de ar mesmo, mas a gente chegou lá com ele com vida. Ele estava no meu colo”, afirmou.

Segundo ele, os profissionais de saúde pediram que os familiares deixassem a sala para que os procedimentos de emergência fossem realizados.

A família aguardou informações sobre a evolução do quadro clínico, mas, aproximadamente duas horas depois, recebeu a notícia da morte.

“Eu me retirei e ficou para eles atualizarem a gente quando ele estabilizasse mais. Aí passaram duas horas e deram a notícia pra gente de que o Heitor tinha falecido”, relatou.

De acordo com as informações repassadas à Polícia Civil, o menino apresentou insuficiência respiratória aguda grave, seguida de parada cardiorrespiratória. Apesar do atendimento, não foi possível reverter o quadro.

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Após a morte, familiares levantaram a suspeita de que Heitor pudesse ter sofrido algum tipo de violência física. Diante do relato, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para avaliação pericial.

Os exames deverão verificar se existem sinais de violência e contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, não há confirmação de que a criança tenha sido vítima de agressão.

A Polícia Civil acompanha o caso e aguarda os resultados da perícia.

Em meio à dor da perda, o pai descreveu o impacto da morte do filho e afirmou que a família ainda tenta compreender o que aconteceu.

“Uma notícia deixa qualquer um abalado, sem chão, sem saber o que fazer. Até agora a ficha não caiu. Meu filho era um anjo”, desabafou.

O resultado dos exames periciais será importante para esclarecer as circunstâncias do falecimento de Heitor.

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