A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (8), a Operação Linha Cruzada para investigar um suposto esquema de desvio e receptação de materiais avaliados em mais de R$ 100 mil. Entre os investigados está um funcionário que teria aproveitado a função de transportador para retirar produtos da empresa onde trabalhava e encaminhá-los a outro estabelecimento comercial.
A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), que cumpriu três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Várzea Grande e um em Cuiabá. As ordens judiciais tiveram como alvos endereços ligados aos suspeitos e uma empresa investigada por possível receptação dos produtos.
As investigações começaram após um representante da empresa prejudicada procurar a Polícia Civil e denunciar o desaparecimento de materiais utilizados em serviços de infraestrutura.
Durante a apuração, os investigadores identificaram indícios de que um funcionário responsável pelo transporte de postes de concreto, cabos e outros equipamentos estaria utilizando o veículo da própria empresa para desviar parte das mercadorias.
Segundo a Polícia Civil, os materiais eram retirados durante os trajetos de entrega, sem autorização e sem a emissão de ordens de serviço que justificassem a movimentação dos produtos.
Após os desvios, os itens teriam sido deixados nas proximidades de outra empresa, localizada no bairro Jardim Eldorado, em Várzea Grande. O estabelecimento passou a ser investigado pela suspeita de receber os materiais de origem ilícita.
Para identificar os possíveis envolvidos, a equipe da Derf-VG analisou documentos, registros de transporte e informações sobre os percursos realizados pelo veículo utilizado pelo funcionário.
O cruzamento desses dados permitiu aos policiais estabelecer possíveis conexões entre o transportador, a empresa suspeita de receptação e seu responsável legal.
De acordo com os levantamentos apresentados pela empresa vítima, os materiais supostamente desviados incluem:
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Mais de 40 postes de concreto;
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Aproximadamente 2 mil metros de cabo protegido de alumínio;
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Cerca de 400 metros de cabo de cobre XLPE.
O prejuízo estimado ultrapassa R$ 100 mil.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça autorização para realizar buscas nos endereços relacionados aos investigados. O objetivo é localizar documentos, materiais e outras provas que ajudem a esclarecer o funcionamento do possível esquema e a participação de cada suspeito.
O delegado Sérgio Luís Henrique de Almeida, responsável pela investigação, destacou que o trabalho policial continua para esclarecer completamente os fatos e identificar eventuais outros envolvidos.
A Polícia Civil também analisa as informações e os materiais obtidos durante a operação. O caso é investigado como furto qualificado pelo abuso de confiança e receptação qualificada.
Até o momento, não foram informadas prisões relacionadas ao cumprimento dos mandados.
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