FILA ZERO

Flávia Moretti lança programa Fila Zero no Hospital Santa Rita: “Saúde é prioridade”

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), lançou o programa Fila Zero no Hospital Santa Rita, nesta segunda-feira (07), em Várzea Grande. A unidade, agora integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS), passa a oferecer cirurgias de média e alta complexidade, ampliando a capacidade de atendimento e desafogando a fila de espera por procedimentos cirúrgicos na cidade.

Durante o evento de lançamento, Flávia fez um discurso forte ao lembrar as condições precárias em que encontrou a saúde municipal. “Eu falei para a Deise [Bocalon, secretária de Saúde], se prepara, porque na hora que a gente chegar na saúde de Várzea Grande, você vai ver o caos que está. E ela viu”, afirmou a prefeita.

Flávia explicou que a equipe da Secretaria de Saúde identificou falhas graves, como o não credenciamento do município no Fila Zero, problemas de faturamento e a ausência de serviços estruturados, o que afetava diretamente o repasse de recursos federais através do teto MAC (Média e Alta Complexidade).

“Com saúde, a gente tem que dar saúde pública digna ao cidadão. Hoje estamos colhendo os primeiros frutos do trabalho da equipe da Secretaria, sob a liderança da secretária Deise. E eu aprovei cada projeto apresentado”, destacou a gestora.

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Ela também relembrou a prioridade que deu à saúde logo após ser eleita. “Me perguntaram se a prioridade seria água ou saúde. Eu disse: é saúde. Porque a água mata a sede, mas a saúde salva a vida. E a vida não se recupera depois da morte”, enfatizou.

A integração do Hospital Santa Rita ao SUS e ao programa Fila Zero representa um marco inédito para Várzea Grande e deve impactar diretamente na redução das filas por cirurgias, além de melhorar o acesso à saúde pública de qualidade no município.

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CIDADES

Após pressão de alunos e professores, PPC de Jornalismo é aprovado no Consepe

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Discussão sobre a obrigatoriedade das disciplinas de inglês e espanhol voltou ao Conselho nesta segunda-feira (28), após mobilização de estudantes e professores.

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aprovou, na manhã desta segunda-feira (28), o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Jornalismo. A proposta recebeu 41 votos favoráveis, 3 contrários e 1 abstenção, após um debate que se estendeu por duas horas.

O PPC não estava inicialmente entre os pontos que seriam apreciados nesta segunda-feira. Um pedido para inclusão do processo na pauta foi apresentado ao Conselho e aceito, permitindo que a proposta fosse deliberada ainda durante a reunião.

A discussão ocorre após a mobilização realizada por estudantes e professores do curso na semana passada. Nos dias 23 e 24 de setembro, a comunidade acadêmica paralisou as atividades e realizou um ato em frente à Reitoria para cobrar avanços na tramitação do projeto, que está em discussão na Universidade desde 2023.

Com a inclusão do tema na reunião desta segunda-feira, o professor Bruno Araújo, do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) e relator do processo, iniciou a apresentação do caso aos membros do Conselho.

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Durante a exposição, o professor retomou o histórico de tramitação do PPC e explicou os diferentes encaminhamentos dados ao processo ao longo dos últimos anos. A contextualização também teve como objetivo apresentar o caso aos novos integrantes do Consepe, que passaram a fazer parte do Conselho.

Depois da apresentação do relatório, a palavra foi aberta aos conselheiros. O principal ponto do debate voltou a ser a oferta das disciplinas de inglês e espanhol no novo currículo do curso.

Durante as manifestações, conselheiros defenderam a importância do ensino de línguas estrangeiras para a formação dos estudantes e levantaram a possibilidade de que inglês e espanhol fossem mantidos no currículo como disciplinas obrigatórias, em vez de componentes optativas.

A discussão também passou pela dúvida sobre se apenas disponibilizar as disciplinas como optativas seria suficiente para garantir que os estudantes de Jornalismo efetivamente cursassem os componentes.

Estudantes acompanham discussão

Estudantes de Jornalismo acompanharam presencialmente a reunião e comemoraram no momento em que o resultado da votação foi anunciado. Para os alunos, a aprovação representa mais um avanço na atualização do curso e na busca por uma formação que acompanhe melhor as necessidades acadêmicas e profissionais dos futuros jornalistas.

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Durante o debate, o estudante Sávio Santos também se manifestou sobre a exigência das disciplinas de inglês e espanhol. Sávio afirmou que, em um cenário ideal, os estudantes deveriam ter acesso aos dois componentes durante a graduação. Segundo ele, porém, a discussão não acontece porque os alunos sejam contrários a estudar outros idiomas, mas pelas atuais condições para que essas disciplinas sejam oferecidas.

O estudante argumentou que tornar os componentes obrigatórios sem a disponibilidade de professores para ofertá-los pode criar um obstáculo para que os alunos concluam a graduação. Para ele, a reivindicação dos estudantes não representa uma tentativa de reduzir a formação oferecida pelo curso.

Em sua manifestação, Sávio ressaltou que, em condições adequadas, o movimento deveria ser justamente pela garantia das aulas de inglês e espanhol. O problema, segundo ele, é exigir o cumprimento dos componentes em um cenário no qual o próprio curso, a FCA e a Universidade enfrentam dificuldades para assegurar a oferta das disciplinas.

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