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Menina de 2 anos morre asfixiada e pai é preso por homicídio e maus-tratos em MT

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Uma menina de 2 anos chegou sem vida a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, no domingo (20). O pai da criança, de 20 anos, foi preso em flagrante por homicídio qualificado e maus-tratos. A mãe, de 17 anos, foi responsabilizada por ato infracional análogo aos mesmos crimes.

De acordo com a Polícia Civil, o exame necroscópico apontou como causa da morte uma asfixia mecânica aguda provocada por constrição no pescoço.

O delegado Braulio Junqueira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sinop, informou ainda que o laudo constatou que a menina apresentava quadro crônico de subnutrição e desidratação.

A criança foi levada pelo pai à unidade de saúde por volta das 7h. Conforme o boletim de ocorrência, a equipe médica constatou que ela já apresentava sinais clínicos de morte havia pelo menos uma hora, além de indícios de desnutrição e condições inadequadas de higiene.

Os profissionais de saúde acionaram a polícia após a entrada da menina na unidade em parada cardiorrespiratória.

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Em relato às autoridades, os pais afirmaram que a filha havia sido vista com vida durante a madrugada. Segundo a versão apresentada por eles, entre 5h e 6h perceberam que a criança não respondia.

A equipe médica também informou à polícia que a menina havia passado por uma internação recente. Na ocasião, já teriam sido identificados sinais de desnutrição, o que levou ao acionamento do Conselho Tutelar.

Segundo as informações repassadas aos investigadores, durante aquele atendimento anterior os profissionais chegaram a levantar a possibilidade de negligência ou de que a criança não estivesse recebendo os cuidados necessários.

Após a constatação da morte, o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar os procedimentos periciais. O pai e a mãe foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.

Com o resultado preliminar dos procedimentos e os demais elementos reunidos, o pai foi preso em flagrante por homicídio qualificado e maus-tratos. Por ser adolescente, a mãe foi responsabilizada por ato infracional análogo aos mesmos crimes.

A investigação ficará sob responsabilidade da DHPP de Sinop, que dará continuidade às diligências para esclarecer a dinâmica da morte.

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POLÍCIA

Polícia mira grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico e bloqueia quase R$ 3 milhões

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Um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Corixo, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23), na Região Metropolitana de Cuiabá. A ofensiva resultou no sequestro de quase R$ 3 milhões em patrimônio e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências, uma pessoa também foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias de Cuiabá. Além das buscas e das medidas patrimoniais, a Justiça autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados para aprofundar o rastreamento da movimentação financeira do grupo.

A investigação teve início no ano passado, a partir de uma operação realizada contra um casal. Na ocasião, materiais foram apreendidos e posteriormente submetidos à análise dos investigadores.

A apuração desses dados revelou, segundo a Polícia Civil, movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades e rendimentos declarados pelos investigados. As transações levantaram suspeitas de que recursos provenientes do tráfico de drogas estariam sendo movimentados e ocultados por meio de operações financeiras.

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Com o aprofundamento das investigações, a polícia identificou outros possíveis integrantes do esquema e passou a mapear bens que teriam sido adquiridos ou mantidos com recursos de origem ilícita.

A Operação Corixo também concentrou esforços na estrutura financeira do grupo. Por determinação judicial, bens avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões foram sequestrados.

A medida busca impedir que o patrimônio apontado pela investigação como relacionado às atividades criminosas seja vendido, transferido ou utilizado pelos investigados durante o andamento do processo.

Até o momento, a Polícia Civil não detalhou individualmente quais bens foram atingidos pelas ordens judiciais nem os respectivos valores.

Os materiais recolhidos durante o cumprimento dos nove mandados serão analisados e poderão subsidiar novas etapas da investigação.

As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados e localizar mais patrimônio que possa ter relação com o suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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