RETOMADA DAS ATIVIDADES

Justiça determina retomada imediata das perícias da Politec em Barra do Garças

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A Justiça Federal determinou a suspensão imediata da interdição ética da Gerência Regional de Medicina Legal da Politec, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. Com a decisão, a unidade pode retomar as atividades periciais.

A interdição havia sido determinada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) em 31 de julho, após fiscalizações apontarem problemas estruturais, documentais e administrativos no local.

A suspensão foi concedida em caráter liminar após pedido apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e pela Unidade de Gestão Executiva da Politec.

Ao analisar o caso, a Justiça considerou que a paralisação poderia comprometer a produção de provas utilizadas em investigações e processos criminais. Os trabalhos realizados pela Medicina Legal dão suporte às polícias, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

A decisão também considerou que parte das irregularidades identificadas anteriormente já havia sido corrigida pela administração pública, demonstrando a adoção de medidas para solucionar os problemas.

Outro ponto destacado foi a natureza do serviço prestado pela unidade. Segundo a decisão, a Medicina Legal atua na produção de provas técnico-científicas para investigações criminais e não oferece atendimento médico-hospitalar convencional, como ocorre em hospitais, clínicas e ambulatórios.

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O entendimento da Justiça é de que a fiscalização ética dos profissionais de medicina, atribuída aos Conselhos de Medicina, não permite, por si só, determinar a paralisação da estrutura e das atividades de um órgão estadual de perícia criminal.

A Gerência Regional de Medicina Legal de Barra do Garças realiza necropsias, exames de corpo de delito, perícias em vítimas de violência doméstica e sexual, exames cautelares em pessoas presas, identificação de cadáveres e outros procedimentos utilizados na investigação de crimes.

A unidade atende, além de Barra do Garças, os municípios de Araguaiana, General Carneiro, Novo São Joaquim, Pontal do Araguaia, Ribeirãozinho e Torixoréu.

Com a decisão judicial, os serviços periciais da unidade devem ser retomados imediatamente.

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CIDADES

Justiça aceita denúncia e torna réu advogado acusado de agredir morador em condomínio

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O advogado e servidor público Ricardo Antônio de Lamonica Israel Pereira virou réu em uma ação penal depois que a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) pelo crime de lesão corporal de natureza grave. A decisão é do juiz João Francisco Campos de Almeida, da 6ª Vara Criminal de Cuiabá.

O episódio aconteceu na garagem de um edifício no Bairro Duque de Caxias, em Cuiabá, em 7 de agosto de 2023, por volta das 8h30. À época, Ricardo exercia o cargo de síndico do condomínio. Ele teria sido questionado por um morador sobre questões administrativas da gestão do prédio.

Durante o bate-boca, o acusado se exaltou e desferiu golpes e um chute violento contra a perna esquerda do morador, cujo nome foi preservado pela reportagem.

O impacto causou uma fratura diafisária na fíbula esquerda da vítima. A perícia médica constatou que a lesão deixou o homem incapacitado para as ocupações habituais por período superior a 30 dias, o que reclassificou o caso de lesão leve para grave.

Por envolver violência física, o Ministério Público negou a concessão de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).

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Na esfera cível, a conduta do advogado já sofreu punição. Em decisão do 5º Juizado Especial Cível de Cuiabá, Ricardo foi condenado ao pagamento de indenizações por danos morais e materiais à vítima. O processo está em fase de cumprimento de sentença, sob responsabilidade da juíza Lamisse Roder Feguri Alves Corrêa.

A magistrada determinou a penhora mensal de 10% sobre os rendimentos líquidos do advogado, descontados diretamente da folha de pagamento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), até que seja atingido o valor atualizado da dívida, fixado em R$24.195,24.

Este não é o único entrevero de Ricardo de Lamonica com as autoridades. Ele ocupava cargo comissionado na Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) quando foi exonerado pelo Governo de Mato Grosso.

A demissão da cúpula da pasta ocorreu no rastro das investigações da Operação Suserano, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que apura um suposto esquema de sobrepreço e desvio de emendas parlamentares na execução de projetos de agricultura familiar.

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