O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) ingressou no debate sobre a disputa territorial de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados entre Mato Grosso e Pará, que voltou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF). Em manifestação divulgada em suas redes sociais, o parlamentar defendeu que o julgamento deve superar a análise puramente cartográfica e priorizar a situação social das famílias residentes na faixa de fronteira entre os dois estados.
De acordo com o deputado, moradores de comunidades rurais próximas a municípios mato-grossenses como Guarantã do Norte, Novo Mundo, Alta Floresta, Paranaíta e Apiacás dependem historicamente da infraestrutura e dos serviços públicos de Mato Grosso. Na prática, embora muitas dessas áreas estejam registradas no mapa oficial do Pará, as famílias sofrem com a ausência de assistência governamental do estado vizinho.
Diante desse cenário, prefeituras de Mato Grosso frequentemente assumem a manutenção de estradas, transporte escolar e serviços de saúde nessas localidades fronteiriças. No entanto, essa atuação gera insegurança jurídica para os gestores municipais, que realizam investimentos públicos em territórios que legalmente pertencem ao Pará.
Com histórico familiar na região, Diego Guimarães relembrou que viveu toda a sua infância em Guarantã do Norte e conhece de perto as dificuldades enfrentadas por comunidades como as do Vale do XV. O parlamentar anunciou que acompanhará de perto os desdobramentos do processo no STF e cobrará que a população local seja devidamente ouvida antes de qualquer definição definitiva.
A disputa jurídica envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e retornou à pauta após o Governo de Mato Grosso contestar uma decisão anterior da Suprema Corte. O litígio territorial passará por uma audiência de conciliação conduzida pelo ministro do STF, Flávio Dino.
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