MÓDULO ZERO

Polícia mira quadrilha que furtava módulos de caminhão e movimentava esquema milionário

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (26), a Operação Módulo Zero, voltada ao combate de uma organização criminosa suspeita de atuar em furtos de módulos eletrônicos de caminhões, receptação e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridas 38 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão 20 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e determinações de quebra de sigilos telefônicos e telemáticos, além de outras medidas cautelares.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, quatro pessoas também foram presas em flagrante por crimes como posse irregular de arma de fogo, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA). Segundo o delegado Ricardo Franco, somente em 2025 cerca de 300 módulos de caminhão foram furtados em Cuiabá e Várzea Grande. Cada equipamento é avaliado em aproximadamente R$ 30 mil.

Leia Também:  Dois homens são presos durante operação que apreendeu meia tonelada de drogas em MT

Conforme o delegado, os crimes têm causado prejuízos significativos ao setor de transporte da região.

“A Operação Módulo Zero é uma resposta direta ao aumento desse tipo de furto, que impacta fortemente os transportadores. Nesta primeira fase conseguimos reunir provas importantes e efetuar prisões. Agora as investigações avançam para identificação do patrimônio dos envolvidos e aprofundamento das apurações”, afirmou Ricardo Franco.

A operação contou com apoio de diversas unidades especializadas da Polícia Civil, entre elas a Derf, DHPP, Defaz, GCCO, DRCI, Dema, Core e delegacias de Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

Operação contra corrupção na Saúde mira casa de ex-secretário em MT

Published

on

A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (26), mandado de busca e apreensão na residência do ex-secretário municipal de Saúde de Campo Novo do Parecis, Dalmo Henrique Thomazzi, durante a Operação Silêncio Comprado. A ação investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst e possíveis tentativas de interferência em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

As investigações apontam que pessoas ligadas ao caso teriam atuado para influenciar os trabalhos da CPI criada para apurar irregularidades na administração da unidade hospitalar. Até o momento, a Polícia Civil não informou se houve apreensão de materiais na casa do ex-secretário ou nos demais endereços alvos da operação.

Dalmo ocupou o comando da Secretaria Municipal de Saúde durante a gestão do ex-prefeito Rafael Machado, do Partido Progressistas (PP).

A CPI foi instaurada após a morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos, registrada em novembro de 2025. Grávida, ela morreu depois de complicações surgidas após um parto cesáreo realizado no Instituto São Lucas, organização responsável pela administração do hospital municipal.

Leia Também:  Bandidos armados roubam caminhonete na região do CPA

Segundo informações divulgadas anteriormente, Larissa passou pela cirurgia no dia 2 de novembro e, nos dias seguintes, apresentou uma grave infecção. Diante do agravamento do quadro, ela foi transferida para Tangará da Serra e depois encaminhada a Cuiabá, mas sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e teve início após denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não executados, emissão de notas fiscais falsas, movimentações irregulares de recursos públicos e possível desvio de verbas relacionadas à gestão hospitalar.

De acordo com a Polícia Civil, existem indícios de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, além de outros delitos que ainda estão sendo analisados.

As ordens judiciais autorizadas incluem mandados de busca e apreensão, bloqueio de valores, sequestro de bens, quebra de sigilos telefônico e telemático, além de outras medidas cautelares. As decisões foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Tangará da Serra.

Leia Também:  Idoso alcoolizado tenta por fogo na casa da ex-mulher com ela dentro

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nas cidades de Barueri e Cotia, em São Paulo.

Em nota, a Prefeitura de Campo Novo do Parecis informou que a atual gestão não é alvo da investigação e afirmou ter colaborado com a CPI ao fornecer documentos solicitados pelo Legislativo municipal.

“Mantemos nosso compromisso com o trabalho sério e dentro dos parâmetros legais”, afirmou o Executivo municipal em trecho da nota.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA