OPERAÇÃO FALSA VANTAGEM

Polícia Civil cumpre mandados contra grupo investigado por promessas de benefícios judiciais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Falsa Vantagem, com o objetivo de aprofundar investigações sobre um suposto esquema que prometia interferir em decisões judiciais mediante pagamento de dinheiro.

Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Cuiabá. A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

As investigações apontam para a atuação de um grupo suspeito de oferecer facilidades e benefícios em processos judiciais em troca de pagamentos. Os investigados poderão responder por crimes como extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa.

Entre os alvos das buscas estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública ligada ao Poder Judiciário. A Polícia Civil busca esclarecer a dinâmica da suposta atuação do grupo, identificar há quanto tempo o esquema funcionava e localizar possíveis vítimas.

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Conforme apurado até o momento, os investigados teriam convencido familiares de um homem condenado pela Justiça de que seria possível reverter a sentença. Para isso, teriam exigido o pagamento de R$ 150 mil em espécie, alegando possuir influência junto a uma servidora responsável por decisões judiciais.

Segundo os investigadores, a exigência de pagamento em dinheiro vivo teria como finalidade dificultar o rastreamento dos recursos. No entanto, o resultado obtido foi apenas a redução da pena do condenado, e não a anulação da condenação, conforme havia sido prometido.

Após perceber que o benefício anunciado não foi alcançado, o próprio beneficiário passou a cobrar a devolução dos valores pagos, fato que também integra as apurações.

De acordo com o delegado Marlon Luz, responsável pelo caso, os mandados têm como foco a apreensão de celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos, além de contribuir para a identificação de novos envolvidos no suposto esquema.

As investigações seguem em andamento e devem avançar a partir da análise dos materiais recolhidos durante a operação.

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Suspeito de matar mulher em Mato Grosso morre em troca de tiros no Paraguai

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O homem apontado como principal suspeito de assassinar a companheira, Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, em Guarantã do Norte, morreu durante uma troca de tiros com policiais no Paraguai, nesta quarta-feira (24). A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Mato Grosso, que realizava buscas pelo investigado desde o crime ocorrido na última terça-feira (23).

Identificado como Matheus Gonçalves dos Santos, de 33 anos, ele era considerado foragido após fugir do Brasil levando o filho do casal. Segundo as autoridades, o suspeito foi localizado no distrito de Naranjito, em território paraguaio.

De acordo com informações repassadas pela polícia, Matheus estava em uma caminhonete quando foi abordado por equipes de segurança. Durante a ação, ele teria reagido à abordagem, dando início a um confronto armado. O suspeito foi baleado e morreu ainda no local.

A criança, que estava com o pai no momento da localização, foi resgatada sem ferimentos. O menino deverá ser trazido de volta para Mato Grosso com acompanhamento do Ministério Público e do Conselho Tutelar.

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Antes da localização do suspeito, a Justiça de Mato Grosso já havia decretado sua prisão preventiva. A decisão levou em consideração a gravidade do crime, a fuga para outro país e o risco de comprometimento da aplicação da lei.

Conforme os autos do processo, Matheus deixou a residência após o homicídio portando uma arma de fogo e atravessou a fronteira com o filho menor sem apresentar qualquer documentação da criança. Diante da fuga internacional, a Justiça determinou a comunicação imediata à Polícia Federal para inclusão do mandado de prisão nos sistemas de cooperação internacional e na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

A decisão judicial também destacou o histórico de violência doméstica atribuído ao investigado. Ele já havia sido condenado por agressão contra a própria Gleici e respondia a outro processo criminal em Mato Grosso. Para o Judiciário, os antecedentes reforçavam o risco de novas práticas criminosas.

Gleici Fátima Machado Ritter foi encontrada morta dentro da residência onde morava, em Guarantã do Norte. Segundo a Polícia Civil, a vítima apresentava um ferimento na cabeça provocado por disparo de arma de fogo. Um cartucho de espingarda também foi localizado próximo ao corpo durante os trabalhos periciais.

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O caso segue sendo investigado pelas autoridades brasileiras.

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