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Por 45 dias, Mauro proíbe festas com mais de 100 pessoas e bares lotados

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O Governo de Mato Grosso editou decreto com novas medidas para prevenção e avanço do contágio da Covid-19 no estado, tendo em vista o aumento da média móvel de casos, internações hospitalares e mortes.

As novas regras, assinadas pelo governador Mauro Mendes, deverão ser publicadas ainda nesta terça (19) no Diário Oficial.

🔹Pelos próximos 45 dias fica proibida a realização de eventos sociais, festas, shows, atividades em casas noturnas e confraternizações com mais de 100 pessoas em espaços públicos ou privados, inclusive o uso de logradouros públicos, onde haja aglomeração e consumo de bebidas alcoólicas.

🔹Os eventos corporativos (organizados por instituições públicas ou privadas) devem respeitar as regras sanitárias e distanciamento social, a exemplo do distanciamento mínimo de 1,5m e uso de máscaras.

🔹Nas atividades em bares, restaurantes e congêneres, está permitida a realização desde que com o máximo de 50% da capacidade do local.

🔹Os prefeitos deverão obrigatoriamente adotar as medidas, sob pena de responder pelas eventuais consequências de seus atos.

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🔹O decreto também autoriza as forças de Segurança do Estado de Mato Grosso a tomar todas as ações necessárias para fazer cumprir as medidas.

🔹Para os servidores do Governo do Estado está previsto que, em casos excepcionais, poderá ser feito o regime de revezamento de trabalho aos servidores dos órgãos públicos estaduais (não se aplicando aos terceirizados).

O revezamento excepcional deve obedecer os critérios de permanência mínima de dois terços do quantitativo de servidores em trabalho presencial, mediante escala de revezamento a ser estabelecida pela chefia imediata; e também a compatibilidade das atividades exercidas pelo servidor com o regime de teletrabalho, “ainda que estas sejam oriundas de unidade administrativa diversa daquela em que o servidor está lotado”.

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CIDADES

Menino de 1 ano é levado duas vezes à UPA e morre após agravamento do quadro respiratório

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O menino Heitor Hariel Almeida da Silva, de 1 ano e 8 meses, morreu na noite de terça-feira (6), após ser atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cristo Rei, em Várzea Grande. Conforme o atestado de óbito, a criança apresentou insuficiência respiratória aguda grave, que evoluiu para uma parada cardiorrespiratória.

Segundo a família, Heitor chegou à unidade de saúde ainda com vida, mas não resistiu após aproximadamente duas horas de atendimento. O caso é acompanhado pela Polícia Civil, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais.

O pai da criança contou que os primeiros sintomas surgiram no domingo (4), quando o menino apresentou febre alta, sinais semelhantes aos de uma gripe e pequenas lesões na boca, que dificultavam sua alimentação.

Preocupados com o estado de saúde do filho, os pais procuraram atendimento na mesma UPA. Conforme o relato, a equipe médica informou que Heitor apresentava um quadro de estomatite, condição caracterizada por inflamações e lesões na mucosa da boca.

Na ocasião, foram prescritos medicamentos e solicitados exames de sangue e urina. O pai afirmou que a coleta de sangue não foi realizada naquele momento e teria ficado para terça-feira.

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Após receber as orientações médicas, a família retornou para casa e iniciou o tratamento indicado.

Na terça-feira (6), o estado de saúde de Heitor piorou, levando os familiares a procurar novamente a unidade de pronto atendimento.

O pai relatou que chegou à UPA carregando o menino nos braços, enquanto a criança apresentava intensa dificuldade respiratória.

“A gente chegou com nosso filho lá com vida. Ele estava com muita falta de ar, muita falta de ar mesmo, mas a gente chegou lá com ele com vida. Ele estava no meu colo”, afirmou.

Segundo ele, os profissionais de saúde pediram que os familiares deixassem a sala para que os procedimentos de emergência fossem realizados.

A família aguardou informações sobre a evolução do quadro clínico, mas, aproximadamente duas horas depois, recebeu a notícia da morte.

“Eu me retirei e ficou para eles atualizarem a gente quando ele estabilizasse mais. Aí passaram duas horas e deram a notícia pra gente de que o Heitor tinha falecido”, relatou.

De acordo com as informações repassadas à Polícia Civil, o menino apresentou insuficiência respiratória aguda grave, seguida de parada cardiorrespiratória. Apesar do atendimento, não foi possível reverter o quadro.

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Após a morte, familiares levantaram a suspeita de que Heitor pudesse ter sofrido algum tipo de violência física. Diante do relato, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para avaliação pericial.

Os exames deverão verificar se existem sinais de violência e contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, não há confirmação de que a criança tenha sido vítima de agressão.

A Polícia Civil acompanha o caso e aguarda os resultados da perícia.

Em meio à dor da perda, o pai descreveu o impacto da morte do filho e afirmou que a família ainda tenta compreender o que aconteceu.

“Uma notícia deixa qualquer um abalado, sem chão, sem saber o que fazer. Até agora a ficha não caiu. Meu filho era um anjo”, desabafou.

O resultado dos exames periciais será importante para esclarecer as circunstâncias do falecimento de Heitor.

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