Judiciário

Botelho aciona Ministério Público e “reality” de VG pode ser cancelado

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O presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (UB), acionou nesta sexta (24), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), para investigar o uso irregular da emenda parlamentar 168, de R$ 450 mil, que seria utilizado na realização de um reality show, apresentado pelo ex-deputado Jajah Neves.

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No ofício encaminhado ao procurador Geral de Justiça, José Antônio Borges, o presidente da ALMT, alegou que o recurso deveria ser usado para capacitação profissional dos digital influencer com objetivo de divulgar as potencialidades econômicas, culturais, gastronômicas e turísticas de Mato Grosso.

Botelho ainda pediu que o MPE investigue o desvio de finalidade da emenda de R$ 450 mil, e caso não seja utilizado para a finalidade destinada, pede o cancelamento e o retorno do recurso aos cofres públicos do Estado de Mato Grosso.

"Este parlamentar liberou recursos para capacitação de digital influencers, com a finalidade de aprender a divulgar potencialidades do Estado de Mato Grosso. Ocorre que tornou-se conhecimento de que os referidos recursos estão sendo utilizados para outra finalidade, qual seja a realização de um reality show, o que não se coaduna com o propósito da liberação dos recursos. Caso os recursos não sejam utilizados para a finalidade destinada, requer que os fatos sejam apurados e investigados", diz trecho do oficia do deputado Botelho encaminhado ao MPE. 

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Reality Casa Digital

O polêmico reality show "Casa Digital MT", vai confinar por oito dias, nove blogueiros e influencer digitais de Mato Grosso, e o campeão vai faturar um prêmio de R$ 25 mil. Os participantes estarão confinados em uma residência situada no Distrito de Bomsucesso, em Várzea Grande.

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Judiciário

Justiça decreta perda de cargo de investigador condenado por matar PM em Cuiabá após recurso do MP

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A Justiça de Mato Grosso acolheu, nesta segunda-feira (18), os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público Estadual (MPMT) e decretou a perda do cargo público do investigador da Polícia Civil Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves, condenado pelo Tribunal do Júri pelo homicídio do cabo da Polícia Militar Thiago de Souza Ruiz, morto a tiros dentro de uma conveniência em Cuiabá em abril de 2023. A decisão complementa a sentença do Júri Popular, proferida na quinta-feira (14), que havia condenado o réu a dois anos de detenção em regime aberto, mas deixou de analisar expressamente os efeitos extrapenais da condenação — entre eles, a perda da função pública.

O recurso foi protocolado pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, titular da 1ª Promotoria Criminal de Cuiabá e coordenador do Núcleo de Defesa da Vida da Capital. Na manifestação, o MPMT apontou omissão na sentença original, destacando que o próprio réu afirmou durante o interrogatório que atuava na condição de policial civil no momento dos fatos — o que indicaria possível abuso de poder ou violação de dever funcional. A instituição também ressaltou que a pena aplicada foi superior a um ano, requisito legal previsto no artigo 92 do Código Penal para a decretação da perda do cargo público.

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Ao analisar o pedido, o juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, reconheceu a omissão e acolheu os embargos para complementar a sentença, sem alterar a condenação já fixada pelo Conselho de Sentença. Na decisão, o magistrado destacou que as provas produzidas em plenário — incluindo depoimentos e imagens — evidenciaram que o acusado estava armado, sob efeito de bebida alcoólica e envolvido em uma situação de conflito, circunstâncias incompatíveis com os deveres do cargo público.

“A perda do cargo não é automática e depende de fundamentação específica, mas, no caso concreto, estão presentes os requisitos legais para sua aplicação”, consignou o juiz na sentença complementar. O magistrado destacou ainda que o réu vinculou sua conduta ao exercício da função policial, inclusive ao justificar que portava arma de fogo em razão do cargo e que tomou a arma da vítima sob o argumento de averiguação. Para o juiz, houve grave violação dos deveres funcionais, uma vez que o exercício da atividade policial exige equilíbrio, prudência e observância rigorosa da legalidade — requisitos que foram desrespeitados no episódio.

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O crime ocorreu na madrugada do dia 27 de abril de 2023, por volta das 3h30, em uma conveniência localizada na rua Estevão de Mendonça, no bairro Quilombo, em Cuiabá. Mario Wilson foi a júri popular e acabou condenado por homicídio culposo — quando não há intenção de matar. A família do cabo Thiago Ruiz, que acompanhou todo o julgamento, vinha cobrando a anulação do júri e classificou a sentença inicial como impunidade. Com a decisão desta segunda-feira, além da pena de dois anos de detenção em regime aberto, o investigador perde o cargo que ocupava na Polícia Civil de Mato Grosso.

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