O Tribunal do Júri de Paranatinga realiza, nesta terça-feira (12), o julgamento de Alaor da Silva, acusado de assassinar uma criança de apenas 5 anos durante um ataque de fúria contra sua então companheira. O crime, ocorrido em fevereiro de 2024 no bairro Vila Concórdia, chocou a região pela brutalidade e pelo desfecho fatal de uma discussão doméstica. O réu responde por homicídio consumado contra o menor e tentativa de feminicídio contra a mulher, além de crimes relacionados ao porte ilegal de arma de fogo.
As investigações do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) revelaram que Alaor mantinha um relacionamento abusivo, marcado por episódios recorrentes de agressões e ameaças de morte. No dia do crime, após uma briga acalorada, o acusado sacou uma arma e efetuou um disparo em direção à companheira. No entanto, o projétil acabou atingindo o neto da mulher, que estava no local. A criança chegou a ser socorrida por familiares e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu à gravidade do ferimento.
Após o disparo fatal, Alaor da Silva fugiu da cena do crime, sendo localizado e preso pelas forças de segurança apenas alguns dias depois. O inquérito da Polícia Judiciária Civil (PJC) reuniu depoimentos de testemunhas que confirmaram o histórico de violência do réu, que frequentemente utilizava a arma de fogo para intimidar a vítima. Para a promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonça Siscar, o julgamento é uma resposta necessária e urgente diante de um caso que envolve o ápice da violência doméstica e a perda de uma vida inocente.
O conselho de sentença decidirá o destino de Alaor sob forte expectativa da comunidade local, que pede por justiça. A acusação sustenta que o réu agiu com dolo, assumindo o risco de matar ao disparar em um ambiente onde crianças estavam presentes. Caso seja condenado, a pena pode ser agravada devido às qualificadoras de feminicídio tentado e pela idade da vítima fatal. O julgamento representa um marco no combate à violência contra a mulher e à proteção da infância no interior do estado.
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