Crime bárbaro

Justiça nega liberdade a feminicida que enforcou e enterrou esposa no quintal em Cuiabá

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VG Notícias

O juiz João Bosco Soares da Silva, titular da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva de Jackson Pinto da Silva durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (6). O magistrado considerou a gravidade extrema e a frieza do crime para negar qualquer possibilidade de soltura. Jackson confessou ter assassinado a própria esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, utilizando abraçadeiras plásticas para estrangulá-la, antes de ocultar o cadáver em uma cova profunda no quintal da residência.

A investigação da Polícia Civil revelou um cenário de crueldade planejada que chocou até os agentes mais experientes. Jackson não apenas matou a esposa, mas tentou criar um álibi fantasioso ao registrar o desaparecimento de Nilza e alegar que estava sendo extorquido por supostos sequestradores. Para ocultar o corpo, o criminoso chegou a contratar uma empresa para cavar um buraco de dois metros de profundidade, sob o pretexto de realizar uma obra para instalação de manilhas no imóvel da vítima.

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A farsa começou a desmoronar durante o depoimento conduzido pela delegada Eliane Moraes, onde as contradições do suspeito ficaram evidentes. Pressionado, Jackson acabou confessando o feminicídio e indicou o local exato onde havia enterrado Nilza. Em sua defesa, o acusado alegou que “perdeu a cabeça” durante uma briga e que se sentia afastado da família, tentando justificar o ato brutal como um momento de descontrole emocional, versão que foi prontamente rebatida pelos indícios de premeditação.

Com a manutenção da prisão, Jackson Pinto da Silva permanecerá em uma unidade prisional da capital enquanto o processo tramita sob sigilo. A Polícia Civil continua as diligências para concluir o inquérito, focando agora na análise técnica da cena do crime e nos laudos da Politec. O caso, que é tratado como feminicídio qualificado e ocultação de cadáver, segue gerando forte comoção pública e reforça o debate sobre a violência doméstica extrema em Mato Grosso.

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Judiciário

Defesa abandona plenário e júri de Carlinhos Bezerra é adiado

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Josi Dias/TJMT

O júri popular do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, marcado para a manhã desta terça-feira (21), foi adiado para o dia 31 de julho após os três advogados de defesa abandonarem o plenário do Fórum de Cuiabá. A decisão ocorreu depois que os defensores alegaram cerceamento de defesa em razão do prazo concedido para análise de novos documentos juntados ao processo.

Carlinhos Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), responde pelo feminicídio da servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Thays Machado, e pelo homicídio do então namorado dela, William Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023, em plena luz do dia, nas proximidades da Avenida do CPA, em Cuiabá.

Antes do início da sessão, o advogado Elson Marcelino afirmou que a defesa recebeu, apenas na última semana, um conjunto de arquivos com cerca de 109 gigabytes de dados, equivalentes a aproximadamente 2 mil páginas de documentos. Segundo ele, o prazo de apenas sete dias concedido pela Justiça para análise do material era insuficiente.

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O pedido de dilação do prazo foi inicialmente indeferido pela juíza Mônica Catarina Perri, o que levou os três advogados a deixarem o plenário.

Após a saída da defesa, o promotor Vinícius Gahyva, representante do Ministério Público de Mato Grosso, tentou convencer os advogados a permanecerem na sessão, mas não houve acordo para a continuidade do julgamento. Diante da possibilidade de futuros questionamentos sobre eventual prejuízo à defesa, o próprio Ministério Público concordou com o adiamento.

Com isso, a magistrada reviu a decisão e remarcou o júri popular para o dia 31 de julho.

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