APÓS DENÚNCIA

Justiça suspende contrato de R$ 1 milhão da Câmara por suspeita de irregularidades

Publicado em

A Justiça determinou a suspensão imediata de um contrato firmado pela Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde com a empresa MHPRO Serviços e Engenharia Ltda., após indícios de irregularidades no processo de contratação.

A decisão liminar, obtida pela 2ª Promotoria de Justiça Cível do município, também proíbe a realização de novos pagamentos relacionados ao contrato nº 12/2025, que previa a elaboração de projeto arquitetônico e acompanhamento técnico para a construção da nova sede do Legislativo.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a contratação, no valor superior a R$ 1 milhão, foi realizada por meio de adesão a uma ata de registro de preços de outro município, o que seria inadequado para o tipo de serviço contratado.

De acordo com o órgão, o objeto possui natureza técnica e intelectual, o que exige critérios específicos de contratação, incompatíveis com o modelo utilizado, baseado no menor preço. A prática, conforme apontado, afronta a nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).

Além da Câmara e da empresa, o vereador Airton Callai também foi incluído na ação.

Leia Também:  Grávida é hospitalizada após levar chutes na barriga do marido em MT

A investigação teve início após denúncia sigilosa recebida pelo Ministério Público em dezembro de 2025. A análise dos documentos revelou uma série de inconsistências, incluindo indícios de direcionamento da contratação.

Um dos pontos que mais chamou atenção foi o fato de a empresa já ter apresentado proposta comercial antes mesmo da formalização da demanda administrativa e da elaboração dos estudos técnicos necessários.

Para o promotor de Justiça Leonardo Moraes Gonçalves, esse fato indica falhas graves no processo. “O planejamento deve anteceder qualquer contratação. Não se pode escolher primeiro e justificar depois”, destacou.

Até o momento, já haviam sido pagos mais de R$ 240 mil à empresa.

Ao analisar o caso, o juiz Evandro Juarez Rodrigues reforçou que o serviço contratado exige critérios técnicos mais rigorosos e não pode ser enquadrado como serviço comum.

O magistrado também destacou a inversão das etapas do processo licitatório como um dos principais indícios de irregularidade. Segundo ele, essa prática fere princípios básicos da administração pública, como a impessoalidade e a moralidade.

Leia Também:  Temporal adia shows dos 306 anos de Cuiabá no Parque das Águas; nova data será definida

Com a decisão, o contrato fica suspenso até o julgamento final da ação, enquanto as investigações continuam para apurar possíveis responsabilidades.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Judiciário

Defesa abandona plenário e júri de Carlinhos Bezerra é adiado

Published

on

Josi Dias/TJMT

O júri popular do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, marcado para a manhã desta terça-feira (21), foi adiado para o dia 31 de julho após os três advogados de defesa abandonarem o plenário do Fórum de Cuiabá. A decisão ocorreu depois que os defensores alegaram cerceamento de defesa em razão do prazo concedido para análise de novos documentos juntados ao processo.

Carlinhos Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), responde pelo feminicídio da servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Thays Machado, e pelo homicídio do então namorado dela, William Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023, em plena luz do dia, nas proximidades da Avenida do CPA, em Cuiabá.

Antes do início da sessão, o advogado Elson Marcelino afirmou que a defesa recebeu, apenas na última semana, um conjunto de arquivos com cerca de 109 gigabytes de dados, equivalentes a aproximadamente 2 mil páginas de documentos. Segundo ele, o prazo de apenas sete dias concedido pela Justiça para análise do material era insuficiente.

Leia Também:  Temporal adia shows dos 306 anos de Cuiabá no Parque das Águas; nova data será definida

O pedido de dilação do prazo foi inicialmente indeferido pela juíza Mônica Catarina Perri, o que levou os três advogados a deixarem o plenário.

Após a saída da defesa, o promotor Vinícius Gahyva, representante do Ministério Público de Mato Grosso, tentou convencer os advogados a permanecerem na sessão, mas não houve acordo para a continuidade do julgamento. Diante da possibilidade de futuros questionamentos sobre eventual prejuízo à defesa, o próprio Ministério Público concordou com o adiamento.

Com isso, a magistrada reviu a decisão e remarcou o júri popular para o dia 31 de julho.

Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA