CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO

Vereador de Cuiabá é apontado como líder do CV pelo Gaeco

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O vereador afastado de Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), foi apontado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) como líder de uma facção criminosa envolvida em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. A denúncia, que investiga a lavagem de dinheiro do Comando Vermelho por meio de casas de eventos na cidade, levou ao seu indiciamento nesta terça-feira (12) pelo juiz Jean Garcia de Freitas, da 7ª Vara Criminal da Capital.

De acordo com o documento do Gaeco, Paulo Henrique de Figueiredo, usando sua posição e influência política junto à Secretaria de Ordem Pública, onde é servidor de carreira, facilitava a obtenção de licenças e alvarás para eventos organizados pela facção, que também utilizava casas noturnas para lavar dinheiro.

O vereador foi preso em 20 de setembro durante a Operação Pubblicare, uma ação conjunta das forças federais e municipais de segurança, sob acusação de liderar o esquema criminoso. O juiz João Francisco Campos de Almeida, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), inicialmente responsável pela acusação, destacou seu papel central no esquema.

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Apesar da gravidade das acusações, Paulo Henrique foi solto cinco dias após sua detenção, por decisão do juiz Luiz Ferreira da Silva. A liberação veio com várias medidas cautelares, incluindo o afastamento do cargo e o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

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Judiciário

Defesa abandona plenário e júri de Carlinhos Bezerra é adiado

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Josi Dias/TJMT

O júri popular do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, marcado para a manhã desta terça-feira (21), foi adiado para o dia 31 de julho após os três advogados de defesa abandonarem o plenário do Fórum de Cuiabá. A decisão ocorreu depois que os defensores alegaram cerceamento de defesa em razão do prazo concedido para análise de novos documentos juntados ao processo.

Carlinhos Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), responde pelo feminicídio da servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Thays Machado, e pelo homicídio do então namorado dela, William Moreno. O crime ocorreu em janeiro de 2023, em plena luz do dia, nas proximidades da Avenida do CPA, em Cuiabá.

Antes do início da sessão, o advogado Elson Marcelino afirmou que a defesa recebeu, apenas na última semana, um conjunto de arquivos com cerca de 109 gigabytes de dados, equivalentes a aproximadamente 2 mil páginas de documentos. Segundo ele, o prazo de apenas sete dias concedido pela Justiça para análise do material era insuficiente.

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O pedido de dilação do prazo foi inicialmente indeferido pela juíza Mônica Catarina Perri, o que levou os três advogados a deixarem o plenário.

Após a saída da defesa, o promotor Vinícius Gahyva, representante do Ministério Público de Mato Grosso, tentou convencer os advogados a permanecerem na sessão, mas não houve acordo para a continuidade do julgamento. Diante da possibilidade de futuros questionamentos sobre eventual prejuízo à defesa, o próprio Ministério Público concordou com o adiamento.

Com isso, a magistrada reviu a decisão e remarcou o júri popular para o dia 31 de julho.

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