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Luciana Zamproni assume Secretaria da Mulher com aval de Emanuel e Marcia Pinheiro

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Primeira suplente de vereadora, Luciana Zamproni deixa de ser secretária adjunta de Mobilidade Urbana (Semob) e assume a recém-criada Secretaria da Mulher. O anúncio oficial foi feito pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), nesta segunda-feira (11), com o aval da primeira dama Marcia Pinheiro. 

A implantação da Secretaria da Mulher tem como missão de fortalecer as políticas públicas voltadas para o público feminino.

A introdução da Secretaria na gestão pública municipal faz parte da minirreforma administrativa idealizada por Pinheiro e aprovada pela Câmara Municipal de Cuiabá, ainda em 2019. De acordo com o prefeito, com a instituição da Pasta, a capital mato-grossense dá mais um importante passo para se tornar protagonista no processo de enfrentamento à violência contra a mulher.

“A implementação da Secretaria da Mulher é um marco histórico, que simboliza a Cuiabá dos 300 anos. Vivemos um momento em que o emponderamento da mulher e sua participação em todas as áreas da sociedade está cada vez mais ativa. E essa atuação é um bem social de valor inestimável e uma necessidade para os avanços e conquistas da população”, comentou o gestor cuiabano.

Dentro da Prefeitura de Cuiabá, esta é quarta secretaria comandada por uma mulher. Além de Zamproni, o Município possui Ozenira Félix, na Secretaria de Gestão, Débora Marques, na Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, e Hellen Ferreira, que recém assumiu a titularidade da Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência.

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Assim como acontece na Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, a primeira-dama Márcia Pinheiro também terá uma fundamental participação no apoio para a consolidação da Secretaria da Mulher. A ideia é que a primeira-dama atue na construção das metas necessárias para transformar a Pasta em uma referência na gestão pública cuiabana.

“A Secretaria da Mulher tem como uma de suas missões o enfrentamento à violência doméstica. Porém, ela terá outras políticas públicas, pois queremos cuidar, exclusivamente, da mulher. Vamos trabalhar a educação, a qualificação, a saúde, o empoderamento. São outras áreas que, ao receber o nosso cuidado, com toda certeza também contribuirão para a diminuição nos casos de violência”, explicou a primeira-dama Márcia Pinheiro.  

Para Luciana Zamproni, a implantação da Secretaria da Mulher traz consigo inúmeros desafios e oportunidades para estabelecer Cuiabá como um case de sucesso no cenário nacional. Ela destacou ainda que essa efetivação tornou-se ainda mais oportuna neste momento de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), no qual as mulheres são as que mais enfrentam dificuldades.

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“É uma grande satisfação receber essa confiança do prefeito e da primeira-dama. São enormes desafios pela frente, principalmente pela atual momento que vivemos. Em meio a pandemia os casos de violência doméstica têm crescido em todo Brasil e precisamos de uma rede de enfrentamento. Temos ainda uma preocupação com a saúde mental da mulher e com o mercado de trabalho”, pontua a nova secretária.

CURRÍCULO

Luciana Zamproni é natural de Rondonópolis-MT, graduou-se em Bacharelado em Direto pela Universidade de Cuiabá (Unic) e é especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributário (IBET). Atuou como advogada sócia pelo escritório Relvas Associados e como assessora jurídica no Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e na Frente Parlamentar Mista dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias.

Como adjunta da Semob, esteve sempre à frente das ações ligadas à educação no trânsito, entre elas o trabalho de orientação e fiscalização da funcionalidade da Lei Parada Segura (nº 5.944/15) e no combate a importunação e assédio no transporte coletivo. Entre 2010 e 2012, a secretária também atuou em um projeto social voltado para qualificação das mulheres.
 

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Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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