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Municípios irão comprar materiais didáticos

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Uma licitação de R$ 19,5 milhões para contratar empresa responsável pelo fornecimento de materiais didáticos e plataformas digitais aos municípios do Médio Araguaia foi suspensa pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, após a identificação de indícios de falhas no planejamento e possível restrição à competitividade. A decisão consta no Diário Oficial de Contas que circulou nesta quarta-feira (14).

O presidente do consórcio e prefeito de Canarana, Vilson Biguelini (UB), negou irregularidades e afirmou que as críticas ao edital são contraditórias. Segundo ele, as alegações são “logicamente incompatíveis”.

A representação foi apresentada pela empresa Azevedo e Freitas Comércio e Serviços Ltda, que apontou uma série de falhas no planejamento da contratação. Segundo a empresa, o edital descreve o objeto de forma vaga ao tratar a contratação como uma “solução educacional híbrida”, sem definição normativa, técnica ou pedagógica clara, nem critérios objetivos para diferenciar material didático, plataforma digital ou serviços educacionais.

Para a denunciante, a ausência de parâmetros compromete o julgamento das propostas e viola princípios básicos das licitações públicas. Outro ponto questionado foi a individualização prévia de títulos editoriais, coleções pedagógicas e respectivos números de ISBN (International Standard Book Number, padrão internacional que identifica livros de forma única), todos vinculados a um mesmo grupo editorial.

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Para a empresa, isso equivale à indicação de produto exclusivo e inviabiliza a apresentação de soluções pedagógicas equivalentes. A representação destaca que “todos os ISBNs descritos no edital compartilham o mesmo elemento registrante editorial, pertencente à Editora Multimídia Educacional, evidenciando direcionamento do procedimento”. A Azevedo e Freitas também alegou que o Estudo Técnico Preliminar não demonstrou levantamento efetivo de mercado nem análise comparativa entre soluções disponíveis, limitando-se a previsões genéricas de futura pesquisa de preços.

Houve ainda crítica à exigência de lote integral, combinada com a adoção de uma única linha pedagógica. Segundo a empresa, isso restringe a competitividade e favorece poucos fornecedores.

Já o presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Médio Araguaia sustentou que a licitação tem como foco a aquisição de livros didáticos complementares, com objeto claramente definido pela indicação dos títulos e dos respectivos ISBNs. Para ele, “o ISBN é o critério objetivo por excelência em licitações de obras bibliográficas, por assegurar descrição clara, comparabilidade entre propostas e julgamento estritamente objetivo”. Biguelini afirmou ainda que a escolha das obras decorre de planejamento pedagógico e que a divisão do certame em dois lotes atende a critérios técnicos, sendo a contratação integrada necessária para garantir coerência pedagógica e facilitar a gestão do contrato.

Ao analisar o caso, o conselheiro Guilherme Maluf considerou que os argumentos da empresa denunciante encontram respaldo inicial nos autos. Segundo o relator, a individualização de títulos editoriais e respectivos ISBNs não se mostra suficiente para afastar as alegações de direcionamento.

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Ele destacou a ausência de documentos que comprovassem planejamento adequado, como caracterização detalhada da demanda, avaliação de alternativas e pesquisa de preços consistente. “Não foram localizados documentos aptos a corroborar o planejamento da contratação, notadamente aqueles relacionados à caracterização da demanda, à avaliação de alternativas existentes e à pesquisa de preços”, diz trecho da decisão.

Para Maluf, essas lacunas comprometem a transparência do processo e reforçam o risco de contratação direcionada. O conselheiro também observou que a exigência de lote integral, associada a uma linha pedagógica fechada, pode afastar editoras especializadas, fornecedores de soluções digitais independentes e arranjos consorciados.

“Verifico, em sede de cognição sumária, a presença do fumus boni iuris, consubstanciado na plausibilidade das alegações de deficiência na caracterização do objeto, ausência de motivação técnica suficiente para a escolha das obras e possível direcionamento do certame. O periculum in mora se evidencia na continuidade do procedimento licitatório, considerando-se o elevado valor estimado da contratação, superior a R$ 19 milhões”, afirmou o relator ao determinar a suspensão imediata do pregão.

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Pinga Fogo

Republicanos oficializa Diego Guimarães à reeleição em convenção que homologa chapa de Pivetta

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O Republicanos oficializou, nesta terça-feira (4), a candidatura do deputado estadual Diego Guimarães à reeleição durante grande convenção partidária realizada em Cuiabá. O evento mobilizou lideranças de todas as regiões do estado e homologou a chapa majoritária com Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso, Fábio Garcia como vice, além das candidaturas ao Senado de Mauro Mendes e Margareth Buzetti.

O grupo político liderado por Pivetta demonstrou ampla força e articulação ao confirmar o apoio de 122 prefeitos mato-grossenses.Balanço do mandatoNatural de Cuiabá e criado em Guarantã do Norte, Diego Guimarães busca o segundo mandato na Assembleia Legislativa pautado pela eficiência da atuação parlamentar.

“Quem entrega trabalho e demonstra compromisso com a população pode voltar de cabeça erguida para prestar contas e mostrar os resultados alcançados”, afirmou.

Durante o mandato, o parlamentar atuou na articulação de projetos decisivos para a infraestrutura e a economia do estado. Esteve diretamente envolvido nas tratativas que destravaram a duplicação da BR-163, entre Sinop e Guarantã do Norte, e é autor da lei que criou o programa MT Trifásico, responsável por expandir e modernizar a rede de energia elétrica no campo e nas cidades.

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A atuação no Legislativo também contempla a criação do Código Estadual de Defesa do Contribuinte, a aprovação dos incentivos fiscais para a revitalização do Centro Histórico de Cuiabá, a presidência da CPI da Telefonia Móvel e a liderança da Frente Parlamentar de Defesa do Comércio. Ao longo da legislatura, Diego Guimarães garantiu o envio de recursos para saúde, educação, infraestrutura e segurança pública, mantendo forte presença na Baixada Cuiabana e no Nortão do estado.

“Recebo essa homologação com muita responsabilidade. O nosso trabalho na Assembleia sempre foi pautado pelo diálogo, pela transparência e pela busca por soluções concretas para Mato Grosso. Seguimos com o compromisso renovado de continuar trabalhando para desenvolver nosso estado e melhorar a vida das pessoas”, destacou.

Próximos passos

Com o nome oficializado no partido, Diego Guimarães foca na prestação de contas do mandato e na defesa de pautas voltadas ao desenvolvimento econômico, à infraestrutura regional e ao suporte às gestões municipais.

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