ELEIÇÃO EM CHAPADA

Osmar Froner é reeleito prefeito de Chapada dos Guimarães com 67,02% dos votos

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Osmar Froner (União) foi reeleito prefeito de Chapada dos Guimarães com uma votação expressiva de 67,02% dos votos (8.987). A candidata Fabiana Nascimento (PSDB) obteve 32,98% dos votos (4.422). Com essa vitória, Froner, ao lado do vice-prefeito Carlinhos (PSD), governará a cidade por mais quatro anos.

A reeleição de Froner quebra uma tradição de 24 anos no município, de não reeleger prefeitos. Ele se torna o primeiro a ocupar o cargo por três mandatos, consolidando sua posição como a maior liderança política de Chapada dos Guimarães ao dobrar o número de votos da eleição anterior. Em 2020, Osmar Froner teve 34,27% dos votos. Foram 3.946 votos no total. Osmar Froner também foi vice-prefeito de Chapada dos Guimarães.

Trajetória

Osmar Froner de Mello, nascido em 8 de novembro de 1957, em Tanabi, São Paulo, filho de Sérgio Assis de Mello e Mathilde Froner de Mello, chegou a Chapada há 42 anos após ser aprovado em um concurso público. Desde então, construiu uma sólida trajetória na comunidade, sendo casado com Hélia Mello, pai de três filhas e avô de dois netos.

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Sua dedicação ao município foi reconhecida desde seu primeiro mandato como prefeito, entre 1989 e 1992. Em 2020, Froner foi eleito novamente e enfrentou desafios significativos, como a pandemia.

A história de Osmar Froner é um exemplo de trabalho e compromisso com a cidade que adotou como lar, reafirmando Chapada dos Guimarães como o coração do Estado de Mato Grosso.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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