após meses de tensão

Paquistão bombardeia Cabul após declarar ‘guerra aberta’ contra o Afeganistão

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O Paquistão e o Afeganistão trocaram ataques na madrugada desta sexta-feira (27), no horário de Brasília, após Islamabade ter declarado uma “guerra aberta” ao país vizinho.

O Exército paquistanês bombardeou diversas cidades afegãs, incluindo a capital Cabul, e compartilhou vídeo do que afirma ser ataques na cidade (Veja acima).

Autoridades paquistanesas disseram à agências de notícias Reuters que os ataques envolveram mísseis disparados por via aérea contra escritórios e postos militares do Talibã em Cabul, Kandahar e também na província de Paktia. Testemunhas da AFP confirmaram explosões e viram caças sobrevoando as cidades.

Kandahar, uma grande cidade localizada no sul do Afeganistão, é considerada o quartel-general do Talibã e é onde fica o líder espiritual supremo do grupo, Haibatullah Akhundzada.

O Talibã por sua vez, anunciou nesta sexta-feira que conduziu “com sucesso” bombardeios com drones contra instalações militares paquistanesas em Islamabad, em Nowshera, Jamrud e Abbottabad, no que chamou de “ataques retaliatórios”. O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, afirmou que o país abateu todos drones rivais e que “não houve vítimas”.

O Exército do Paquistão atingiu 22 alvos militares afegãos e matou 274 “autoridades e militantes do regime do Talibã” desde quinta-feira à noite, afirmou o porta-voz Ahmed Sharif Chaudhry na manhã desta sexta. O Afeganistão não confirmou as mortes. Chaudhry disse também que pelo menos 12 soldados do país foram mortos no conflito até o momento.

O governo do Paquistão declarou guerra contra o Afeganistão na quinta-feira após ter dito que “a paciência chegou ao limite” com o país vizinho. Os dois países haviam firmado um acordo de cessar-fogo mediado pelo Catar em outubro. Nesta sexta-feira, Islamabade afirmou estar pronto para “esmagar” o Talibã, que controla o Afeganistão.

O governo do Talibã afirmou nesta sexta-feira querer resolver o novo conflito com o Paquistão por meio do diálogo. Já o governo paquistanês disse que “a operação está em andamento” e que qualquer provocação afegã será respondida.

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O início do conflito ocorre após meses de tensões entre os países vizinhos e confrontos na fronteira. Um vídeo de troca de tiros em uma região fronteiriça chamou atenção na quinta-feira, e os embates no local continuaram ao longo da madrugada nesta sexta-feira. Soldados de ambos os países utilizam armas e artilharia para alvejar o outro lado. (Leia mais abaixo)

Os ataques aéreos paquistaneses marcam a primeira vez que Islamabad mira diretamente instalações do Talibã, o que representa uma nova ruptura nas relações entre os vizinhos islâmicos, que antes eram aliados próximos. Ainda não se sabe qual proporção essas trocas de ataques podem tomar.

O Paquistão, uma potência nuclear, acusa as autoridades talibãs de oferecerem cobertura a militantes armados que lançam ataques contra seu território, o que o governo do Afeganistão nega.

Confronto na fronteira

Na noite de quinta‑feira, as forças afegãs lançaram uma ofensiva na fronteira contra as tropas paquistanesas em resposta, segundo Cabul, aos bombardeios paquistaneses do fim de semana passado.

“Alguns deixaram seus documentos (…) Não levaram nem o dinheiro, nem a ajuda que tinham recebido. Por medo, todos foram embora”, contou uma testemunha à agência de notícias AFP.

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, afirmou que os ataques de sexta‑feira e outros recentes na província de Paktia são uma “resposta adequada” às ações do país vizinho.

O governo do Afeganistão confirmou os ataques aéreos. Seu porta‑voz, Zabihullah Mujahid, que horas antes havia anunciado a retomada de “operações ofensivas em larga escala” na fronteira, afirmou que não houve vítimas.

Em pleno Ramadã, as ruas de Cabul estavam tranquilas depois do amanhecer, sem uma grande presença das forças de segurança, nem postos de controle, segundo os repórteres da AFP.

Preocupados, Irã e China se apresentaram como possíveis mediadores do conflito.

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O governo do Irã, que compartilha uma fronteira ao leste com Afeganistão e Paquistão – e está, por sua vez, envolvido em negociações para evitar um conflito com os Estados Unidos -, se ofereceu para “facilitar o diálogo”.

As autoridades chinesas pediram às partes que mantenham a calma e atuem com moderação, para “alcançar um cessar‑fogo o mais rápido possível e evitar mais derramamento de sangue”.

Relações muito tensas
Desde quinta-feira, os dois países apresentam versões contraditórias sobre a situação.

O porta-voz afegão Mujahid afirmou que “dezenas de soldados paquistaneses morreram”, “vários também ficaram feridos e outros foram tomados como prisioneiros”, e mais de 15 postos avançados do Paquistão caíram.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, desmentiu a versão afegã: “Nenhum posto paquistanês foi tomado ou danificado”, enquanto os paquistaneses infligiram “graves perdas” aos afegãos.

O bombardeio das forças afegãs ocorreu após vários ataques aéreos paquistaneses no fim de semana passado nas províncias de Nangarhar e Paktia, após “recentes atentados suicidas” no Paquistão.

As relações entre os dois vizinhos pioraram consideravelmente nos últimos meses. A fronteira terrestre permanece em grande parte fechada, exceto para os afegãos que retornam ao seu país, desde os combates de outubro, que deixaram mais de 70 mortos dos dois lados.

Após um cessar-fogo inicial negociado pelo Catar e pela Turquia, várias rodadas de conversações foram organizadas, mas um acordo duradouro não foi alcançado.

O EI Khorasan, considerado um dos braços mais ativos da organização Estado Islâmico, opera nos dois países.

Quando retornou ao poder no Afeganistão, o movimento talibã impôs uma interpretação rigorosa da lei islâmica, o que priva as mulheres e as meninas do direito à educação e ao mercado de trabalho.

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Pinga Fogo

Republicanos oficializa Diego Guimarães à reeleição em convenção que homologa chapa de Pivetta

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O Republicanos oficializou, nesta terça-feira (4), a candidatura do deputado estadual Diego Guimarães à reeleição durante grande convenção partidária realizada em Cuiabá. O evento mobilizou lideranças de todas as regiões do estado e homologou a chapa majoritária com Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de Mato Grosso, Fábio Garcia como vice, além das candidaturas ao Senado de Mauro Mendes e Margareth Buzetti.

O grupo político liderado por Pivetta demonstrou ampla força e articulação ao confirmar o apoio de 122 prefeitos mato-grossenses.Balanço do mandatoNatural de Cuiabá e criado em Guarantã do Norte, Diego Guimarães busca o segundo mandato na Assembleia Legislativa pautado pela eficiência da atuação parlamentar.

“Quem entrega trabalho e demonstra compromisso com a população pode voltar de cabeça erguida para prestar contas e mostrar os resultados alcançados”, afirmou.

Durante o mandato, o parlamentar atuou na articulação de projetos decisivos para a infraestrutura e a economia do estado. Esteve diretamente envolvido nas tratativas que destravaram a duplicação da BR-163, entre Sinop e Guarantã do Norte, e é autor da lei que criou o programa MT Trifásico, responsável por expandir e modernizar a rede de energia elétrica no campo e nas cidades.

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A atuação no Legislativo também contempla a criação do Código Estadual de Defesa do Contribuinte, a aprovação dos incentivos fiscais para a revitalização do Centro Histórico de Cuiabá, a presidência da CPI da Telefonia Móvel e a liderança da Frente Parlamentar de Defesa do Comércio. Ao longo da legislatura, Diego Guimarães garantiu o envio de recursos para saúde, educação, infraestrutura e segurança pública, mantendo forte presença na Baixada Cuiabana e no Nortão do estado.

“Recebo essa homologação com muita responsabilidade. O nosso trabalho na Assembleia sempre foi pautado pelo diálogo, pela transparência e pela busca por soluções concretas para Mato Grosso. Seguimos com o compromisso renovado de continuar trabalhando para desenvolver nosso estado e melhorar a vida das pessoas”, destacou.

Próximos passos

Com o nome oficializado no partido, Diego Guimarães foca na prestação de contas do mandato e na defesa de pautas voltadas ao desenvolvimento econômico, à infraestrutura regional e ao suporte às gestões municipais.

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