MULHERES NO COMANDO

Prefeita eleita em Várzea Grande anuncia secretária de Saúde e chefe de gabinete

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A prefeita eleita por Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), anuncia como secretária de saúde, Deisi de Cássia Bocalon Maia e como chefe de gabinete, a tenente coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, Emirella Martins.

Deisi possui graduação em enfermagem pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Trabalhou nos três níveis de assistência à saúde, desde atenção primária à alta complexidade. Também possui ampla experiência em gestão em saúde pública. Já atuou como secretária Adjunta do Estado de Mato Grosso, na área hospitalar e executiva. No município de Cuiabá, Maia atuou na secretaria adjunta de atenção hospitalar e complexo regulador.

“Uma pessoa extremamente experiente em gestão e capacitada para trabalhar na função. Essa é uma das principais secretarias e queremos prestar o melhor atendimento possível para a população várzea-grandense durante todos os dias de nossa gestão”, relata a prefeita eleita.

Já Emirella, anunciada como chefe de gabinete, possui uma vasta experiência em gestão, pois foi coordenadora da Polícia Comunitária da PM e coordenou a Patrulha Maria da Penha.

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Martins é graduada em segurança pública, pós-graduada em política de segurança pública e direitos humanos pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), especialista lato sensu em política estratégica e desenvolvimento regional aplicada à segurança pública pelo curso superior da Polícia em ênfase em estudo do comando do estado maior, pós-graduada em enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e foi indicada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e mestranda em violência doméstica e gênero pelo Instituto Europeu Campus Stellae na Espanha.

“Emirella é uma mulher forte, competente e dedicada. Ela desempenhou diversas funções no estado de Mato Grosso e mostrou muito potencial. Fico muito feliz e prestigiada em ter alguém como ela fazendo parte da nossa gestão”, destaca a prefeita eleita, Flávia Moretti.

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Pinga Fogo

Quilombolas de Poconé denunciam ameaças e danos ambientais em território tradicional

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A Comunidade Quilombola Carretão, localizada na zona rural de Poconé (MT), completa mais de uma década imersa em um conflito fundiário que parece longe de um desfecho. Com processos judiciais arrastados desde 2013, as famílias remanescentes relatam um cenário de cerceamento de direitos, impactos ambientais severos e um clima de insegurança que já forçou a saída de diversos moradores do território ancestral.

O caso ganhou um novo capítulo no início de julho de 2026, com uma visita técnica do Ministério Público Federal (MPF) à região. A diligência buscou colher depoimentos e observar in loco as condições das famílias que reivindicam a regularização da área, atualmente ocupada por dois produtores rurais.

Memória e fé sob cadeados

Uma das denúncias mais sensíveis apresentadas pela comunidade envolve o impedimento de acesso ao antigo cemitério local. Segundo os quilombolas, o espaço abriga antepassados sepultados há cerca de três séculos. O fechamento de porteiras com cadeados teria interrompido rituais de visitação e manutenção, ferindo não apenas o direito possessório, mas o patrimônio histórico e cultural da comunidade.

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O “Córrego do Nilo” e o rastro da seca

No campo ambiental, os moradores apontam intervenções que teriam alterado o curso de nascentes para favorecer a atividade agropecuária. O histórico “Córrego do Nilo”, essencial para o abastecimento das famílias, teria sofrido desvios por meio de canais de drenagem, resultando em valas secas onde antes a água corria naturalmente. Até o momento, órgãos ambientais ainda não emitiram laudos públicos que confirmem a extensão dos danos.

Rastro de violência e medo

A disputa também é marcada por um histórico de violência. Lideranças afirmam que mais de 15 boletins de ocorrência foram registrados em Poconé e Várzea Grande nos últimos anos. Os relatos incluem ameaças diretas e disparos de arma de fogo próximos às residências, táticas de intimidação que, segundo a comunidade, visam expulsar os remanescentes da área em litígio.

O caminho da Justiça

Embora os quilombolas questionem a validade de documentos cartoriais apresentados pelos ocupantes, o Poder Judiciário ainda não proferiu uma decisão definitiva sobre possíveis fraudes ou ilegalidades.

A reportagem mantém o espaço aberto para as manifestações dos produtores rurais citados, do Incra e das demais autoridades mencionadas. A expectativa agora recai sobre os desdobramentos da visita do MPF, que pode acelerar a solução de um conflito que atravessa gerações e mantém em xeque a segurança jurídica e a dignidade da Comunidade Carretão.

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