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Avião é incendiado e 500 kg de cocaína são encontrados em pista clandestina de MT

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Uma operação da Polícia Federal terminou com a apreensão de aproximadamente 500 quilos de uma substância semelhante ao cloridrato de cocaína, na noite desta terça-feira (22), em uma pista clandestina na região do distrito de Guariba, em Colniza. Três suspeitos que estavam no local incendiaram uma aeronave e fugiram pela mata ao perceberem a aproximação dos policiais.

A ação começou após a PF receber informações de que o ponto estaria sendo utilizado para pousos de aviões procedentes da Bolívia, supostamente empregados no transporte de entorpecentes para o Brasil.

Com base nas informações, os policiais passaram a monitorar a pista. Durante a operação, foram observados três homens, duas caminhonetes, recipientes com combustível e uma aeronave posicionada em uma das extremidades da área.

A movimentação mudou quando os suspeitos perceberam a presença das equipes. Segundo a Polícia Federal, eles colocaram fogo no avião e, em seguida, correram para uma região de mata.

Depois de assegurar o local, os agentes realizaram uma varredura e encontraram 12 fardos de material com características semelhantes ao cloridrato de cocaína. A carga apreendida totalizou cerca de meia tonelada.

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Duas caminhonetes que estavam na pista também foram recolhidas. A droga, os veículos e os demais materiais encontrados foram encaminhados à Polícia Federal para perícia e continuidade das investigações.

As buscas pelos três suspeitos continuam. A PF também trabalha para identificar os envolvidos no esquema e esclarecer a procedência e o destino da carga, além de apurar como funcionava a estrutura utilizada para os pousos clandestinos.

Outro episódio envolvendo uma pista clandestina e uma grande quantidade de entorpecentes foi registrado em Colniza em julho deste ano.

Na ocasião, informações sobre pousos irregulares de aeronaves que supostamente partiam da Bolívia levaram as forças de segurança até uma propriedade rural do município. Durante a ação, os policiais encontraram um avião e apreenderam aproximadamente 500 quilos de maconha.

A suspeita naquele caso também era de utilização da pista como ponto de apoio para aeronaves empregadas no transporte de drogas.

Até o momento, não há informação oficial indicando que as duas ocorrências estejam relacionadas. As circunstâncias do episódio mais recente seguem sob investigação.

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POLÍCIA

Polícia mira grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico e bloqueia quase R$ 3 milhões

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Um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Corixo, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23), na Região Metropolitana de Cuiabá. A ofensiva resultou no sequestro de quase R$ 3 milhões em patrimônio e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências, uma pessoa também foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias de Cuiabá. Além das buscas e das medidas patrimoniais, a Justiça autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados para aprofundar o rastreamento da movimentação financeira do grupo.

A investigação teve início no ano passado, a partir de uma operação realizada contra um casal. Na ocasião, materiais foram apreendidos e posteriormente submetidos à análise dos investigadores.

A apuração desses dados revelou, segundo a Polícia Civil, movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades e rendimentos declarados pelos investigados. As transações levantaram suspeitas de que recursos provenientes do tráfico de drogas estariam sendo movimentados e ocultados por meio de operações financeiras.

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Com o aprofundamento das investigações, a polícia identificou outros possíveis integrantes do esquema e passou a mapear bens que teriam sido adquiridos ou mantidos com recursos de origem ilícita.

A Operação Corixo também concentrou esforços na estrutura financeira do grupo. Por determinação judicial, bens avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões foram sequestrados.

A medida busca impedir que o patrimônio apontado pela investigação como relacionado às atividades criminosas seja vendido, transferido ou utilizado pelos investigados durante o andamento do processo.

Até o momento, a Polícia Civil não detalhou individualmente quais bens foram atingidos pelas ordens judiciais nem os respectivos valores.

Os materiais recolhidos durante o cumprimento dos nove mandados serão analisados e poderão subsidiar novas etapas da investigação.

As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados e localizar mais patrimônio que possa ter relação com o suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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