OPERAÇÃO JANUS

Polícia mira esquema de facção que usava venda de cestas básicas para lavar dinheiro

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Integrantes de uma facção criminosa suspeitos de utilizar empresas do ramo de alimentos e a comercialização de cestas básicas para lavar dinheiro foram alvo da Operação Janus, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23). A ação ocorreu em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, em Mato Grosso, além de Goiânia (GO).

Durante a operação, as equipes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados.

Segundo a Polícia Civil, o esquema teria sido estruturado para ocultar recursos provenientes de atividades criminosas, principalmente do tráfico de drogas e de golpes praticados pela internet.

As investigações apontam que parte desse dinheiro era utilizada na aquisição de alimentos e posteriormente movimentada por meio de operações comerciais que, conforme a polícia, seriam simuladas para conferir aparência de legalidade aos valores.

Empresas formalmente constituídas para atuar no comércio de alimentos e cestas básicas teriam sido incorporadas à estrutura financeira do grupo. De acordo com os investigadores, os estabelecimentos serviriam para movimentar recursos de origem ilícita e dificultar a identificação do caminho percorrido pelo dinheiro.

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A apuração também identificou indícios de que alguns integrantes da organização continuavam participando da articulação das atividades criminosas mesmo estando presos.

A Operação Janus busca aprofundar a investigação sobre a movimentação financeira do grupo, identificar o patrimônio supostamente adquirido com recursos ilícitos e reunir novos elementos sobre a participação de cada investigado.

As diligências continuam e o material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado pela Polícia Civil. O inquérito segue em andamento para esclarecer toda a estrutura do suposto esquema e individualizar as responsabilidades dos envolvidos.

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Polícia mira grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico e bloqueia quase R$ 3 milhões

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Um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foi alvo da Operação Corixo, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (23), na Região Metropolitana de Cuiabá. A ofensiva resultou no sequestro de quase R$ 3 milhões em patrimônio e no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências, uma pessoa também foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias de Cuiabá. Além das buscas e das medidas patrimoniais, a Justiça autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados para aprofundar o rastreamento da movimentação financeira do grupo.

A investigação teve início no ano passado, a partir de uma operação realizada contra um casal. Na ocasião, materiais foram apreendidos e posteriormente submetidos à análise dos investigadores.

A apuração desses dados revelou, segundo a Polícia Civil, movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades e rendimentos declarados pelos investigados. As transações levantaram suspeitas de que recursos provenientes do tráfico de drogas estariam sendo movimentados e ocultados por meio de operações financeiras.

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Com o aprofundamento das investigações, a polícia identificou outros possíveis integrantes do esquema e passou a mapear bens que teriam sido adquiridos ou mantidos com recursos de origem ilícita.

A Operação Corixo também concentrou esforços na estrutura financeira do grupo. Por determinação judicial, bens avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões foram sequestrados.

A medida busca impedir que o patrimônio apontado pela investigação como relacionado às atividades criminosas seja vendido, transferido ou utilizado pelos investigados durante o andamento do processo.

Até o momento, a Polícia Civil não detalhou individualmente quais bens foram atingidos pelas ordens judiciais nem os respectivos valores.

Os materiais recolhidos durante o cumprimento dos nove mandados serão analisados e poderão subsidiar novas etapas da investigação.

As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados e localizar mais patrimônio que possa ter relação com o suposto esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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