VIOLÊNCIA

Ex-PM morre baleado após invadir marmoraria e ameaçar empresário em Mato Grosso

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Um ex-policial militar identificado como Ednilton Rafael Santos Costa morreu nesta quarta-feira (8) após ser baleado dentro de uma marmoraria, em Sinop. Segundo a Polícia Militar, a principal linha de investigação aponta que ele teria ido ao estabelecimento para matar o proprietário, mas acabou atingido por disparos de arma de fogo e morreu ainda no local.

De acordo com a PM, o empresário vinha sendo alvo de ameaças e, diante da situação, pediu apoio a um amigo, que é policial militar. No momento em que Ednilton entrou na empresa armado e passou a ameaçar o dono do estabelecimento, o policial teria reagido e efetuado os disparos.

As identidades do empresário e do policial envolvido não foram divulgadas.

Ainda conforme a Polícia Militar, Ednilton foi expulso da corporação em 2024 por suposto envolvimento com uma organização criminosa. As investigações apontam que ele atuaria como cobrador da facção.

Por meio de nota, a defesa do policial responsável pelos disparos informou que ele irá se apresentar espontaneamente à Polícia Civil, acompanhado por representantes da Polícia Militar, para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

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A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte e verificar a dinâmica da ocorrência. Paralelamente, a Polícia Militar informou que abrirá uma sindicância para investigar a participação do policial da ativa no caso.

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POLÍCIA

Homem é condenado a quase 23 anos por tentar matar companheira com 13 facadas

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O Tribunal do Júri de Pontes e Lacerda condenou, na terça-feira (7), Juvercino Leandro de Oliveira a 22 anos e 11 meses de prisão, em regime inicial fechado, pela tentativa de feminicídio qualificado contra a companheira, Fátima Conceição Pachuri. A decisão marca a primeira condenação na comarca com base nas regras da Lei nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, que endureceu as penas para crimes praticados contra mulheres.

Durante o julgamento, o Ministério Público de Mato Grosso sustentou que o acusado agiu de forma a impossibilitar a defesa da vítima. A tese foi acolhida pelos jurados, que reconheceram tanto a autoria quanto a qualificadora apresentada pela acusação. A promotora de Justiça Clarisse Moraes de Ávila atuou na acusação em plenário.

Na sentença, a juíza Djéssica Giseli Küntzer, responsável por presidir o Tribunal do Júri, determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e fixou o pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais à vítima.

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Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu em janeiro de 2025. O casal mantinha um relacionamento conturbado havia cerca de três anos, marcado por frequentes desentendimentos.

No dia do ataque, os dois consumiam bebidas alcoólicas em um bar quando iniciaram uma discussão motivada por ciúmes. A briga continuou na residência do casal, onde o agressor empurrou e insultou a companheira. Em seguida, ele pegou um canivete e desferiu 13 golpes contra a vítima.

Gravemente ferida, Fátima perdeu a consciência enquanto o agressor fugia do local. Ela foi socorrida pela irmã, com apoio de uma equipe do Corpo de Bombeiros, e sobreviveu após receber atendimento médico de urgência.

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