FURTO DE ENERGIA

Fiscalização encontra ligações clandestinas e medidores adulterados em comércios

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A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (15), em Várzea Grande, uma operação para fiscalizar estabelecimentos comerciais onde havia suspeitas de furto de energia elétrica por meio de ligações clandestinas e adulterações em medidores. As irregularidades identificadas representam prejuízo estimado em mais de R$ 600 mil, segundo as informações da operação.

Batizada de Operação Circuito Fechado, a ação integra um trabalho contínuo desenvolvido pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), em conjunto com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e equipes da Energisa.

As fiscalizações alcançaram diferentes tipos de estabelecimentos, entre eles bares, boates, motéis, empresas de reciclagem e serralherias. Mais de 40 profissionais participaram da mobilização, incluindo policiais civis, peritos e técnicos da concessionária.

Durante as inspeções, as equipes encontraram instalações elétricas com irregularidades que, conforme a apuração, seriam utilizadas para consumir energia sem o devido registro.

Entre as situações verificadas estavam ligações feitas clandestinamente diretamente na rede de distribuição e intervenções nos medidores destinadas a reduzir o volume de energia efetivamente contabilizado.

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Ao longo da operação, nove pessoas foram conduzidas à Derf-VG para prestar esclarecimentos e para a adoção dos procedimentos previstos em cada caso.

Segundo a apuração, o conjunto das irregularidades identificadas durante as fiscalizações provocou um prejuízo estimado superior a R$ 600 mil à concessionária de energia.

Além das perdas financeiras, esse tipo de intervenção irregular na rede elétrica representa risco à segurança. Instalações clandestinas ou manipuladas podem provocar curtos-circuitos, choques elétricos e incêndios, além de comprometer a rede de distribuição.

As investigações continuam para individualizar a responsabilidade dos envolvidos e dimensionar todas as irregularidades encontradas durante a operação.

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POLÍCIA

Avião comprado há quatro meses já havia sido apreendido por tráfico antes de cair

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A Polícia Civil identificou elementos que levantam a suspeita de que o avião que caiu e matou três pessoas no dia 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, a 730 quilômetros de Cuiabá, pudesse estar sendo utilizado em uma operação ligada ao tráfico internacional de drogas.

A aeronave, um Cessna 402, já havia sido apreendida anteriormente em um processo criminal relacionado ao tráfico de entorpecentes e, posteriormente, vendida pela Justiça em leilão público. Segundo a investigação, o avião foi comprado pelo atual proprietário cerca de quatro meses antes do acidente.

As apurações apontam que a aeronave não estava regularizada para operar no Brasil. Conforme a Polícia Civil, o proprietário teria conhecimento de que o avião não estava habilitado para realizar voos no país.

O Cessna não havia passado pelo processo de nacionalização, não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade. A investigação também apurou que o avião decolou de Goiânia sem autorização e sem plano de voo aprovado.

A análise realizada pelos investigadores sobre o possível itinerário indica que a aeronave seguiria para outro país da América do Sul. Uma das hipóteses consideradas é que o destino fosse a Venezuela.

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Informações obtidas junto aos familiares dos ocupantes reforçaram essa linha de investigação. Imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque foram analisadas pela polícia e ajudaram os investigadores a chegar aos parentes das vítimas.

Durante esse trabalho, um dos familiares teria relatado que um dos ocupantes havia informado que viajaria para a Venezuela.

Três pessoas morreram na queda, sendo um brasileiro e dois paraguaios. Os nomes ainda não foram oficialmente divulgados. A Polícia Civil ressalta que a confirmação definitiva das identidades depende dos exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

As circunstâncias envolvendo a aquisição do avião também chamaram a atenção dos investigadores. Segundo a Polícia Civil, a aeronave teria sido comprada por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira, conforme apurado até agora, seria incompatível com o negócio.

O pagamento teria ocorrido por meio de uma combinação de dinheiro e um veículo de alto valor. A investigação identificou que o automóvel utilizado como parte da negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.

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Outro elemento analisado é a situação de um dos ocupantes do avião. Conforme a investigação, ele possuía pendências judiciais no país de origem e estaria submetido a uma restrição que o impedia de deixar o território nacional.

O histórico da aeronave, as irregularidades documentais do voo, a possível viagem internacional, as circunstâncias da compra e as informações relacionadas aos ocupantes, levou a Polícia Civil a investigar a possibilidade de que o avião estivesse sendo novamente empregado em alguma atividade ilícita.

Entre as hipóteses apuradas está a eventual utilização da aeronave no transporte internacional de entorpecentes. Até o momento, porém, essa suspeita ainda não foi apresentada como conclusão definitiva da investigação.

O inquérito está em fase final e aguarda a conclusão dos laudos periciais. A Polícia Civil continua trabalhando para esclarecer a origem e o destino do voo, a situação da aeronave e as circunstâncias que antecederam a queda.

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