OCORRÊNCIA

Adolescentes de 13 e 15 anos ameaçam matar mãe e avó e são levadas à delegacia em VG

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Guarda Municipal

Duas adolescentes, de 13 e 15 anos, foram encaminhadas à Central de Flagrantes após uma ocorrência envolvendo ameaças contra familiares no bairro Santa Clara, em Várzea Grande. O caso foi registrado no fim da tarde desta segunda-feira (14).

Segundo a Guarda Municipal, uma equipe foi acionada pelo Centro de Inteligência Municipal de Segurança, por meio do telefone 153, após receber informações de que as adolescentes estariam ameaçando e tentando agredir pessoas da própria família dentro de uma residência.

Ao chegarem ao endereço, os agentes conversaram com os familiares, que relataram que os desentendimentos dentro de casa seriam recorrentes.

Durante a confusão desta segunda-feira, as adolescentes teriam feito ameaças de morte contra a mãe e a avó de uma delas. Conforme o relato apresentado aos guardas, elas teriam afirmado que as duas mulheres não permaneceriam vivas depois do episódio.

A família também informou que uma das adolescentes já teria agredido a própria mãe anteriormente. Na ocasião, segundo o relato, a mulher chegou a perder a consciência e precisou receber atendimento médico.

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Outro episódio mencionado ocorreu no sábado (12), quando uma das menores teria saído de casa e permanecido fora até segunda-feira. Após retornar, ela foi questionada pelos familiares sobre onde havia passado o período.

Ainda de acordo com os relatos, a adolescente teria reagido de maneira agressiva ao questionamento e tentado deixar novamente a residência.

Os familiares também manifestaram preocupação com o comportamento das duas adolescentes e relataram à Guarda Municipal suspeitas de possível uso de entorpecentes. A informação, contudo, não havia sido confirmada pelas autoridades.

Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o atendimento. Após as orientações, foi definido que as adolescentes seriam encaminhadas à Central de Flagrantes para os procedimentos cabíveis.

As duas foram conduzidas separadamente, acompanhadas por familiares e com apoio de outra equipe da Guarda Municipal. Conforme a corporação, não houve necessidade do uso de algemas e nenhuma delas apresentava lesões durante o encaminhamento.

O caso foi apresentado às autoridades competentes para avaliação e adoção das medidas previstas para ocorrências envolvendo adolescentes.

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POLÍCIA

Avião comprado há quatro meses já havia sido apreendido por tráfico antes de cair

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A Polícia Civil identificou elementos que levantam a suspeita de que o avião que caiu e matou três pessoas no dia 10 de setembro, na zona rural de Água Boa, a 730 quilômetros de Cuiabá, pudesse estar sendo utilizado em uma operação ligada ao tráfico internacional de drogas.

A aeronave, um Cessna 402, já havia sido apreendida anteriormente em um processo criminal relacionado ao tráfico de entorpecentes e, posteriormente, vendida pela Justiça em leilão público. Segundo a investigação, o avião foi comprado pelo atual proprietário cerca de quatro meses antes do acidente.

As apurações apontam que a aeronave não estava regularizada para operar no Brasil. Conforme a Polícia Civil, o proprietário teria conhecimento de que o avião não estava habilitado para realizar voos no país.

O Cessna não havia passado pelo processo de nacionalização, não possuía matrícula brasileira nem certificado de aeronavegabilidade. A investigação também apurou que o avião decolou de Goiânia sem autorização e sem plano de voo aprovado.

A análise realizada pelos investigadores sobre o possível itinerário indica que a aeronave seguiria para outro país da América do Sul. Uma das hipóteses consideradas é que o destino fosse a Venezuela.

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Informações obtidas junto aos familiares dos ocupantes reforçaram essa linha de investigação. Imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque foram analisadas pela polícia e ajudaram os investigadores a chegar aos parentes das vítimas.

Durante esse trabalho, um dos familiares teria relatado que um dos ocupantes havia informado que viajaria para a Venezuela.

Três pessoas morreram na queda, sendo um brasileiro e dois paraguaios. Os nomes ainda não foram oficialmente divulgados. A Polícia Civil ressalta que a confirmação definitiva das identidades depende dos exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

As circunstâncias envolvendo a aquisição do avião também chamaram a atenção dos investigadores. Segundo a Polícia Civil, a aeronave teria sido comprada por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira, conforme apurado até agora, seria incompatível com o negócio.

O pagamento teria ocorrido por meio de uma combinação de dinheiro e um veículo de alto valor. A investigação identificou que o automóvel utilizado como parte da negociação já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.

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Outro elemento analisado é a situação de um dos ocupantes do avião. Conforme a investigação, ele possuía pendências judiciais no país de origem e estaria submetido a uma restrição que o impedia de deixar o território nacional.

O histórico da aeronave, as irregularidades documentais do voo, a possível viagem internacional, as circunstâncias da compra e as informações relacionadas aos ocupantes, levou a Polícia Civil a investigar a possibilidade de que o avião estivesse sendo novamente empregado em alguma atividade ilícita.

Entre as hipóteses apuradas está a eventual utilização da aeronave no transporte internacional de entorpecentes. Até o momento, porém, essa suspeita ainda não foi apresentada como conclusão definitiva da investigação.

O inquérito está em fase final e aguarda a conclusão dos laudos periciais. A Polícia Civil continua trabalhando para esclarecer a origem e o destino do voo, a situação da aeronave e as circunstâncias que antecederam a queda.

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