OPERAÇÃO MÃOS À OBRA

Gaeco investiga servidores suspeitos de cobrar propina para liberar obras

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Mãos à Obra para investigar uma suposta prática de corrupção envolvendo servidores da Prefeitura de Sinop.Os investigados são suspeitos de cobrar vantagens indevidas para acelerar a análise e a liberação de obras, projetos e processos administrativos.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão contra servidores efetivos que atuam na fiscalização de obras do município. As ordens judiciais foram cumpridas nas residências dos investigados e também na sede da Prefeitura de Sinop.

Conforme as investigações, os servidores teriam solicitado pagamentos em troca da agilização de procedimentos relacionados à aprovação e tramitação de projetos vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação.

Por determinação judicial, os agentes apreenderam celulares, documentos, projetos de engenharia e outros materiais que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos. Todo o conteúdo será analisado pelo Gaeco durante o andamento das investigações.

A operação tem como objetivo reunir elementos que permitam identificar a extensão da suposta prática criminosa, esclarecer a participação dos investigados e verificar se havia um esquema estruturado de favorecimento dentro da administração municipal.

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Em nota, a Prefeitura de Sinop afirmou que a investigação envolve exclusivamente dois fiscais de obras da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação e que o caso não tem relação com as demais atividades desenvolvidas pela pasta.

O município informou ainda que colaborou com o cumprimento das medidas judiciais e reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos princípios da administração pública.

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POLÍCIA

Homem mantém esposa e filha em cárcere privado e ameaça matar família

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Um homem foi preso na noite de segunda-feira (27), em Rondonópolis, após manter a esposa e uma das filhas sob ameaça dentro de casa. Segundo a Polícia Militar, ele estava armado com duas facas, ameaçou matar as vítimas e também avançou contra os policiais que atenderam a ocorrência.

O caso aconteceu no bairro Jardim Universitário. A PM foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) após receber informações de que o homem estaria armado e ameaçando familiares em uma residência na avenida Batuíra.

Antes da chegada das equipes, o suspeito teria quebrado o celular da companheira e agredido a filha com uma cabeçada. As duas conseguiram se refugiar em um dos quartos da casa. De dentro do cômodo, a jovem entrou em contato com o irmão, que acionou a Polícia Militar pelo telefone 190.

Quando os policiais chegaram, outra filha do suspeito estava do lado de fora do imóvel. Ela contou que o pai havia ingerido bebida alcoólica e permanecia dentro da residência com duas facas.

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Equipes da Cavalaria, do Grupo de Apoio (GAP) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentaram negociar com o homem para que ele liberasse as vítimas. De acordo com a PM, porém, ele se recusou a abrir o portão, continuou fazendo ameaças e passou a intimidar os próprios policiais.

Diante da resistência, os militares precisaram romper o cadeado do portão para entrar na casa. Ao perceber a aproximação das equipes, o homem teria caminhado na direção dos policiais segurando as duas facas.

Para impedir que ele chegasse até os agentes e reduzir o risco de uma reação mais grave, um dos policiais utilizou uma arma de incapacitação elétrica. O equipamento conseguiu imobilizar o suspeito, que foi desarmado e detido.

Após a contenção, o homem recebeu atendimento do Samu e foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por avaliação médica e teve os dardos do equipamento retirados. Depois de ser liberado, ele foi encaminhado para as autoridades responsáveis.

As vítimas também foram conduzidas à Delegacia da Polícia Civil, onde prestaram informações sobre o ocorrido.

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A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio, sequestro e cárcere privado, ameaça e dano. A Polícia Civil ficará responsável pela investigação para esclarecer a dinâmica dos fatos.

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