O senador Wellington Fagundes foi oficializado como candidato do PL ao Governo de Mato Grosso na manhã desta quarta-feira (22), durante a convenção estadual do partido realizada em Cuiabá. Em seu discurso, o agora candidato fez uma defesa enfática do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro e conclamou a militância a permanecer unida na campanha eleitoral.
Ao falar sobre o cenário nacional, Wellington classificou como “inaceitável” a situação vivida por Bolsonaro e afirmou haver tratamento desigual por parte da Justiça.
“Não é aceitável que o presidente Bolsonaro esteja lá, preso. Não pode fazer uma carta para o seu filho, não pode fazer uma carta para um amigo. É dois pesos e duas medidas”, declarou.
O senador comparou o tratamento dado ao ex-presidente com o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que, quando esteve preso, o petista pôde conceder entrevistas, receber visitas e manter contato com aliados.
Críticas ao STF e condenações do 8 de janeiro
Wellington também criticou as condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro e citou o caso da mulher que escreveu com batom na estátua em frente ao STF. “Não é aceitável que uma mulher que usou apenas um batom como arma seja condenada a 14 anos de prisão. É inaceitável”, afirmou.
União da direita e meta eleitoral
Em outro momento do discurso, o candidato defendeu que a direita permaneça unida para enfrentar a disputa eleitoral.
“Nós temos que ter uma ação só, um objetivo só. É nos unirmos para não quebrarmos, para não sermos quebrados, para não termos que nos curvar àqueles que vêm com o poder de impor suas vontades”, disse.
Wellington também estabeleceu uma meta política para o partido em Mato Grosso: registrar a melhor votação proporcional do país para Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. “Nosso projeto só será verdadeiramente vitorioso se Mato Grosso for o Estado mais votado proporcionalmente no Brasil para Bolsonaro”, afirmou.
Vice-governador
Em discurso durante a convenção, Wellington também defendeu que a escolha do candidato a vice-governador em sua chapa seja feita com base na capacidade de agregar forças ao projeto político, e não por critérios de gênero.
“O meu vice-governador poderá ser uma mulher. Poderá ser um homem. Mas não será o gênero que vai definir”, disse.
Entre no grupo do Folha360 no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).