Agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco prenderam, na manhã desta quinta-feira (7), dois jovens de 18 anos acusados de participar de uma execução brutal que vitimou quatro trabalhadores baianos na região metropolitana de João Pessoa. Os criminosos, identificados pelas iniciais J.I.M.S. e R.O.S.F., estavam escondidos em uma quitinete no bairro Marajoara, em Várzea Grande, após fugirem do estado nordestino para escapar da justiça paraibana.
A localização dos suspeitos foi possível graças a uma operação integrada de inteligência entre as polícias civis de Mato Grosso e da Paraíba. Durante a abordagem no esconderijo, os policiais descobriram que ambos utilizavam documentos de identidade falsos para tentar ocultar suas verdadeiras identidades. Um dos alvos, J.I.M.S., possuía um mandado de busca e internação por ter participado do crime quando ainda era menor de idade — ele completou a maioridade há apenas 11 dias. O segundo comparsa estava com a prisão temporária decretada.
A chacina que motivou a caçada ocorreu na madrugada de 3 de abril, no bairro Brisamar, em João Pessoa. As investigações apontam que as vítimas, quatro trabalhadores naturais da Bahia, foram levadas para uma área de mata e executadas a tiros; três delas foram encontradas com as mãos amarradas para trás. A ordem para o massacre teria partido de um líder de facção criminosa foragido no Rio de Janeiro, sob a justificativa de uma suposta dívida de tráfico de apenas uma das vítimas, resultando na morte dos outros três inocentes.
Os dois detidos foram conduzidos à unidade policial em Cuiabá e permanecem à disposição do Judiciário para o processo de transferência para a Paraíba. Além das ordens de prisão e internação cumpridas, os suspeitos devem responder agora pelo crime de uso de documento falso em Mato Grosso. A Polícia Civil continua as diligências para localizar outros envolvidos na execução que ainda permanecem foragidos, reforçando o intercâmbio de informações entre os estados no combate ao crime organizado.
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