critério de merecimento

Tribunal de Justiça elege nova desembargadora na próxima segunda-feira

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O Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) se reúne em sessão extraordinária administrativa na próxima segunda-feira (19 de agosto), às 9 horas, de forma híbrida, para eleição da nova desembargadora, pelo critério de merecimento.

A convocação foi feita pela presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que determinou ainda a disponibilização do sistema de avaliação, a partir desta segunda-feira (12 de agosto), para que os membros do Pleno possam lançar suas notas para as 16 candidatas à vaga, aberta em decorrência do falecimento do desembargador Luiz Carlos da Costa, em 10 de maio deste ano.

São candidatas ao cargo de desembargadora as juízas:
Juanita Cruz da Silva Clait Duarte
Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro
Ester Belém Nunes
Lúcia Peruffo
Anglizey Solivan de Oliveira
Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli
Gleide Bispo Santos
Monica Catarina Perri Siqueira
Amini Haddad Campos
Ana Cristina Silva Mendes
Celia Regina Vidotti
Suzana Guimarães Ribeiro
Rita Soraya Tolentino de Barros
Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva
Christiane da Costa Marques Neves
Tatiane Colombo

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Conforme o edital do Concurso nº 35/2024, as notas lançadas devem ter como base o mapa estatístico de produtividade das magistradas inscritas, referente aos últimos dois anos. O mapa é elaborado pela Corregedoria-Geral da Justiça, que disponibiliza todos os dados para consulta aos membros da Corte estadual.

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Política MT

Mauro Mendes diz que acordo com a Oi foi legal e atribui operação da PF a interesses políticos

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O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, se manifestou nesta quinta-feira (6) após ser alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal no âmbito da investigação que apura um acordo firmado entre o Governo do Estado e a empresa Oi S.A. A negociação resultou no pagamento de R$ 308,1 milhões para encerrar uma disputa judicial envolvendo cobrança de tributos. Em vídeo publicado nas redes sociais, Mendes negou qualquer irregularidade, afirmou que o acordo foi legal e atribuiu a investigação a motivações políticas e eleitorais.

Segundo o ex-governador, os agentes da Polícia Federal estiveram em sua residência apenas para recolher seu passaporte. Ele afirmou que não recebeu qualquer benefício financeiro relacionado ao acordo e destacou que nem ele nem familiares possuem qualquer vínculo com os fundos que receberam os valores decorrentes da negociação.

Na gravação, Mendes explicou que a origem da disputa remonta a 2009, quando o Estado bloqueou recursos da concessionária para cobrança de impostos. Após sucessivas derrotas judiciais, a dívida, corrigida, teria alcançado aproximadamente R$ 580 milhões em 2024. Para encerrar o processo, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) negociou um acordo que reduziu o valor para R$ 308 milhões.

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O ex-governador ressaltou que o entendimento foi conduzido pela PGE e recebeu aval de diferentes órgãos de controle e do Poder Judiciário.

“Esse acordo passou por diversos procuradores, foi homologado pela Justiça e considerado legal e vantajoso pelo Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual. Portanto, o pagamento realizado pelo Governo do Estado ocorreu dentro da legalidade”, declarou.

O acordo foi firmado em abril de 2024 para colocar fim a uma disputa judicial sobre a cobrança de ICMS que se estendia havia mais de uma década. Agora, a negociação passou a ser alvo da investigação conduzida pela Polícia Federal.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Estado informou que acompanha a apuração e afirmou que irá colaborar com todas as solicitações da Polícia Federal. A PGE declarou ainda confiar no trabalho investigativo e acreditar que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.

A empresa Oi também se pronunciou. Em nota, informou que a atual administração da companhia não participou da negociação investigada e afirmou estar à disposição das autoridades para fornecer as informações solicitadas. A operadora acrescentou que não comenta processos judiciais em andamento.

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De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o acordo possa ter sido utilizado para desviar recursos públicos e ocultar a destinação dos valores por meio de operações financeiras. Antes mesmo da operação desta quinta-feira, a negociação já era questionada na Justiça por meio de uma ação popular proposta pelo ex-governador e atual candidato ao Senado, Pedro Taques, que pede a anulação do acordo sob a alegação de supostas irregularidades.

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