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Wellington Fagundes tenta mediar crise entre Flávia Moretti e Câmara de Várzea Grande

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Diante do agravamento da crise política em Várzea Grande, o senador Wellington Fagundes (PL) anunciou que pretende atuar como mediador no embate entre a prefeita Flávia Moretti e a Câmara Municipal. O parlamentar afirmou que irá dialogar com a gestora e, se houver interesse, até com a Executiva Nacional do Partido Liberal, na tentativa de reaproximar Executivo e Legislativo.

Segundo Wellington, o clima de confronto institucional pode trazer consequências eleitorais diretas para a prefeita, especialmente caso ela decida disputar a reeleição em 2028. Para ele, a falta de alinhamento entre os Poderes tende a desgastar a gestão e prejudicar a população.

“Quando existe muita briga entre a Prefeitura e a Câmara, quem perde é o cidadão. E, normalmente, em cenários assim, a reeleição se torna muito difícil. Por isso, é fundamental buscar harmonia. Vou conversar com a prefeita Flávia”, afirmou o senador em entrevista ao programa SBT Comunidade.

O relacionamento entre a prefeita e o Legislativo municipal se deteriorou logo no início do mandato. No dia 1º de janeiro, o presidente da Câmara, Vanderley Cerqueira (MDB), acusou Flávia Moretti de tentar interferir na composição da Mesa Diretora — versão negada pela gestora desde então.

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Ao longo do primeiro ano de governo, a administração foi marcada por sucessivas crises internas, incluindo a saída de 13 secretários, o que resultou em uma média de quase uma troca por mês. Em meio às turbulências, Flávia buscou apoio político da presidente nacional do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, durante um evento partidário.

Na ocasião, a prefeita relatou ser alvo de violência política de gênero por parte de vereadores. Em outro episódio, chegou a ser chamada de “mentirosa” pelo vereador e correligionário Samir Japonês, durante discurso na tribuna da Câmara. A relação com Vanderley Cerqueira também se agravou após divergências envolvendo a gestão e a compra de uniformes escolares, levando Flávia a acusar o parlamentar de tentar retirá-la do cargo “no tapetão”.

Wellington Fagundes reforçou que vê Flávia Moretti como uma liderança relevante dentro do partido e defendeu uma solução política para o impasse. “A Flávia é uma liderança importante, uma prefeita preparada, advogada. Aquilo que eu puder ajudar, inclusive com o partido em nível nacional, eu vou ajudar. O caminho é o diálogo”, concluiu.

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Política MT

Lei de incentivos fiscais para centros históricos é sancionada em MT

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (8) para destacar a publicação da Lei Complementar nº 849 de 2026, que institui um regime de incentivos fiscais para empresas instaladas em perímetros históricos do estado. A nova legislação beneficia não apenas Cuiabá, mas também outros municípios com patrimônio histórico semelhante.

A lei prevê a isenção do ICMS, a isenção do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) e a redução de 50% no IPVA de veículos comerciais, com prazo mínimo de vigência de cinco anos para os estabelecimentos que aderirem ao programa dentro da área delimitada.

Durante o pronunciamento, o parlamentar defendeu que os investimentos públicos em obras de infraestrutura precisam vir acompanhados de mecanismos que atraiam o setor privado e estimulem a circulação de pessoas na região central.

“O Estado não adianta investir 100 milhões ou 200 milhões de reais, o município investir mais uma centena de milhões de reais no centro histórico, se ali não tiver vidas humanas. Se ali não tiver um coração que pulsa. E o que pulsa no corpo da cidade é o coração chamado comércio. O Estado tem que ser o indutor do comércio”, afirmou.

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Como referência, Diego Guimarães citou o modelo da Zona Franca de Manaus para ilustrar o impacto que políticas de desoneração podem exercer sobre a atração de empresas e investimentos locais.

Regulamentação

Com a promulgação do texto e a publicação no Diário Oficial, o próximo passo depende da Casa Civil e do Poder Executivo, que definirão os critérios técnicos para a aplicação prática das isenções pelos comerciantes e novos investidores.

O deputado informou que a lei foi construída a partir do diálogo com entidades do setor produtivo, entre elas a Associação dos Comerciantes do Centro Histórico, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), a CDL Cuiabá e a Associação Comercial de Mato Grosso (ACMT).

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