BALANÇO DE GESTÃO

Em 100 dias, Flávia paga R$ 60 milhões em dívidas, amplia saúde e destrava obras paralisadas em VG

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MATHEUS GUIMARÃES

Completando 100 dias de gestão, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o vice-prefeito Tião da Zaeli apresentam um balanço de ações que envolvem desde o pagamento de dívidas herdadas até melhorias significativas na saúde, educação e infraestrutura. Um dos maiores desafios enfrentados, segundo a prefeita, foi assumir a administração com R$ 144 milhões em dívidas, das quais R$ 60 milhões já foram quitados, priorizando fornecedores de medicamentos, merenda escolar e atendimentos hospitalares.

“Assumimos um município depredado e sucateado. Pagamos contas que não eram da nossa gestão para garantir que serviços essenciais não parassem. Mesmo assim, conseguimos avançar em muitas frentes”, afirmou Flávia.

Fila Zero na saúde e obras destravadas
Entre os principais marcos, está a implantação do programa Fila Zero, com ampliação dos atendimentos na UPA do Ipase, reativação de leitos bloqueados, horário estendido nas unidades básicas de saúde e a contratação de equipes médicas em diversas especialidades. Exames como endoscopia, ultrassonografia morfológica e cirurgias eletivas começaram a ser ofertados pela primeira vez na rede pública do município.

Na área da infraestrutura, foram retomadas obras paradas, como cinco novas creches, pavimentações, reformas de pontes e a recuperação da Avenida São Gonçalo, uma das principais vias de acesso à cidade.

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Além disso, houve aumento expressivo na frota de máquinas e veículos — de 10 para 29 patrulhas —, reforçando o atendimento aos bairros com o programa Acelera VG.

Educação: 788 novas vagas e valorização dos servidores
Na educação, a gestão contabiliza a criação de 788 vagas na rede pública municipal, a recomposição salarial de 6,27% ao piso dos profissionais e o atendimento de mais de 33 mil alunos no ano letivo de 2025.

DAE: estudo da Fipe é passo para concessão
Uma das promessas de campanha, o início do processo de concessão do Departamento de Água e Esgoto (DAE) foi oficializado com a contratação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que fará um diagnóstico estrutural e financeiro da autarquia. O município também criou o Boletim de Abastecimento para monitorar onde a água não está chegando e aumentar a transparência do serviço.

Resultados econômicos e regularização
Mesmo diante do cenário crítico, Várzea Grande registrou crescimento de 32% na arrecadação do IPTU e taxas e 12% no Alvará, além de mais de 9 mil atendimentos online feitos pela Secretaria de Fazenda. Também foram enviados 65 mil notificações fiscais e regularizados serviços como táxis e vans escolares.

Na área ambiental, a prefeitura regularizou o Parque Berneck, iniciou a elaboração do plano de manejo do Tanque do Fancho e lançou o Projeto Santo Peixe em parceria com agricultores familiares.

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Segurança e assistência social
A Guarda Municipal passou a receber adicional de 30% de periculosidade, reforçou a segurança em unidades do DAE e ganhou um canal exclusivo de denúncias. Já na área social, os CRAS foram fortalecidos, o CadÚnico atualizado e foram distribuídas cestas básicas com ações nos bairros mais afastados.

“A cidade estava abandonada, sem transição, com veículos parados por falta de óleo ou correia. Hoje, avançamos. Mas sabemos que ainda há muito por fazer. Nosso foco é o desenvolvimento econômico e social da nossa gente”, afirmou o vice-prefeito Tião.

Principais números em 100 dias:
R$ 60 milhões em dívidas quitadas

788 novas vagas em escolas

Mais de 18 mil toneladas de lixo recolhidas

Recomposição de 6,27% ao piso da educação

26 milhões de litros de água distribuídos em ações emergenciais

Criação do programa “Acelera VG” e início da concessão do DAE

A Prefeitura de Várzea Grande anunciou que continuará apresentando relatórios periódicos de prestação de contas com foco na transparência, resultados e compromisso com a população.

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CIDADES

MPF aciona Justiça após suspeita de lavagem de R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia

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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação na Justiça contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) após um relatório do Greenpeace Brasil apontar indícios de que autorizações de garimpo em Mato Grosso, Pará e Rondônia estariam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade ao ouro extraído de forma ilegal na Amazônia. Segundo o estudo, o esquema teria movimentado 25,3 toneladas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 18,4 bilhões, entre 2018 e março de 2026.

A ação foi protocolada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, que sustenta que a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), criada para autorizar a exploração de jazidas de pequeno porte, passou a ser utilizada como mecanismo para “esquentar” ouro retirado ilegalmente de terras indígenas e unidades de conservação.

O caso teve como base o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, elaborado pelo Greenpeace Brasil e encaminhado ao MPF. O levantamento identificou indícios de irregularidades em 98 Permissões de Lavra Garimpeira, pertencentes a 20 titulares distribuídos nos três estados. De acordo com o documento, essas autorizações concentraram 97% de todo o ouro declarado nos 187 processos minerários analisados pela organização.

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Na ação, o Ministério Público aponta falhas estruturais na atuação da Agência Nacional de Mineração. Entre elas estão a ausência de critérios técnicos mais rigorosos para concessão das permissões, a deficiência na fiscalização de áreas que registram elevada produção sem evidências de atividade minerária — os chamados “garimpos fantasmas” — e a tolerância à operação conjunta de diversas permissões como se fossem um único empreendimento de grande porte, prática que, segundo o órgão, permite burlar os limites legais e ambientais.

Diante desse cenário, o MPF pede que a Justiça obrigue a ANM a adotar uma série de medidas para reformular o sistema de controle. Entre os pedidos está a criação, em até 30 dias, de um grupo técnico responsável por revisar o regime das Permissões de Lavra Garimpeira.

O órgão também solicita que, no prazo de 60 dias, a agência implemente um programa nacional para revisar e suspender preventivamente todas as permissões que registraram recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), mas não apresentem comprovação física da atividade de mineração.

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Além disso, o Ministério Público requer que a ANM apresente, em até 120 dias, um estudo técnico que sirva de base para uma nova regulamentação das permissões de lavra garimpeira.

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