TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Homem morre após atacar duas mulheres com enxada e enfrentar policiais

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Um homem identificado como Francisco Maia da Silva, de 42 anos, morreu após entrar em confronto com policiais militares na madrugada desta segunda-feira (20), em Nova Monte Verde, no norte de Mato Grosso. Antes da intervenção policial, ele é suspeito de atacar a esposa, de 31 anos, e a cunhada, de 53, com golpes de enxada durante um episódio de violência doméstica.

Segundo a Polícia Militar, as equipes foram acionadas após um homem procurar a corporação informando que a irmã e outra mulher haviam sido vítimas de uma tentativa de homicídio. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram as duas vítimas com graves ferimentos na cabeça. Elas receberam os primeiros atendimentos de uma equipe de saúde e foram levadas para a Unidade Mista de Saúde do município.

Testemunhas relataram que Francisco chegou à residência completamente nu e aparentemente embriagado. Após a esposa pedir que ele se vestisse, o suspeito teria se irritado, pegado uma enxada e atacado as duas mulheres.

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Com base nas informações e no histórico criminal do suspeito, que possui antecedentes por violência doméstica, a Polícia Militar iniciou buscas na região e solicitou apoio da Polícia Civil. Inicialmente, ele não foi localizado.

Horas depois, durante o acompanhamento da filha de uma das vítimas até a residência para buscar documentos necessários à transferência hospitalar, os policiais encontraram Francisco escondido no imóvel. Conforme o boletim de ocorrência, a jovem informou que já havia sido ameaçada de morte pelo suspeito.

Ainda de acordo com a PM, ao perceber a presença da equipe, Francisco tentou atacar a jovem utilizando uma faca. Os policiais afirmam que ordenaram que ele se rendesse, mas o suspeito ignorou as determinações e avançou contra os militares. Diante da ameaça, foram efetuados disparos para contê-lo.

O homem foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

As duas mulheres foram transferidas para o Hospital Regional de Alta Floresta. Segundo a ocorrência, uma delas permanece em estado grave, enquanto a outra apresenta quadro clínico estável.

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os trabalhos no local, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar tanto a tentativa de feminicídio quanto as circunstâncias da intervenção policial.

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CIDADES

MPF aciona Justiça após suspeita de lavagem de R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia

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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação na Justiça contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) após um relatório do Greenpeace Brasil apontar indícios de que autorizações de garimpo em Mato Grosso, Pará e Rondônia estariam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade ao ouro extraído de forma ilegal na Amazônia. Segundo o estudo, o esquema teria movimentado 25,3 toneladas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 18,4 bilhões, entre 2018 e março de 2026.

A ação foi protocolada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, que sustenta que a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), criada para autorizar a exploração de jazidas de pequeno porte, passou a ser utilizada como mecanismo para “esquentar” ouro retirado ilegalmente de terras indígenas e unidades de conservação.

O caso teve como base o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, elaborado pelo Greenpeace Brasil e encaminhado ao MPF. O levantamento identificou indícios de irregularidades em 98 Permissões de Lavra Garimpeira, pertencentes a 20 titulares distribuídos nos três estados. De acordo com o documento, essas autorizações concentraram 97% de todo o ouro declarado nos 187 processos minerários analisados pela organização.

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Na ação, o Ministério Público aponta falhas estruturais na atuação da Agência Nacional de Mineração. Entre elas estão a ausência de critérios técnicos mais rigorosos para concessão das permissões, a deficiência na fiscalização de áreas que registram elevada produção sem evidências de atividade minerária — os chamados “garimpos fantasmas” — e a tolerância à operação conjunta de diversas permissões como se fossem um único empreendimento de grande porte, prática que, segundo o órgão, permite burlar os limites legais e ambientais.

Diante desse cenário, o MPF pede que a Justiça obrigue a ANM a adotar uma série de medidas para reformular o sistema de controle. Entre os pedidos está a criação, em até 30 dias, de um grupo técnico responsável por revisar o regime das Permissões de Lavra Garimpeira.

O órgão também solicita que, no prazo de 60 dias, a agência implemente um programa nacional para revisar e suspender preventivamente todas as permissões que registraram recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), mas não apresentem comprovação física da atividade de mineração.

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Além disso, o Ministério Público requer que a ANM apresente, em até 120 dias, um estudo técnico que sirva de base para uma nova regulamentação das permissões de lavra garimpeira.

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