CRIME AMBIENTAL

MPF aciona Justiça após suspeita de lavagem de R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia

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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação na Justiça contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) após um relatório do Greenpeace Brasil apontar indícios de que autorizações de garimpo em Mato Grosso, Pará e Rondônia estariam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade ao ouro extraído de forma ilegal na Amazônia. Segundo o estudo, o esquema teria movimentado 25,3 toneladas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 18,4 bilhões, entre 2018 e março de 2026.

A ação foi protocolada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, que sustenta que a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), criada para autorizar a exploração de jazidas de pequeno porte, passou a ser utilizada como mecanismo para “esquentar” ouro retirado ilegalmente de terras indígenas e unidades de conservação.

O caso teve como base o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, elaborado pelo Greenpeace Brasil e encaminhado ao MPF. O levantamento identificou indícios de irregularidades em 98 Permissões de Lavra Garimpeira, pertencentes a 20 titulares distribuídos nos três estados. De acordo com o documento, essas autorizações concentraram 97% de todo o ouro declarado nos 187 processos minerários analisados pela organização.

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Na ação, o Ministério Público aponta falhas estruturais na atuação da Agência Nacional de Mineração. Entre elas estão a ausência de critérios técnicos mais rigorosos para concessão das permissões, a deficiência na fiscalização de áreas que registram elevada produção sem evidências de atividade minerária — os chamados “garimpos fantasmas” — e a tolerância à operação conjunta de diversas permissões como se fossem um único empreendimento de grande porte, prática que, segundo o órgão, permite burlar os limites legais e ambientais.

Diante desse cenário, o MPF pede que a Justiça obrigue a ANM a adotar uma série de medidas para reformular o sistema de controle. Entre os pedidos está a criação, em até 30 dias, de um grupo técnico responsável por revisar o regime das Permissões de Lavra Garimpeira.

O órgão também solicita que, no prazo de 60 dias, a agência implemente um programa nacional para revisar e suspender preventivamente todas as permissões que registraram recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), mas não apresentem comprovação física da atividade de mineração.

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Além disso, o Ministério Público requer que a ANM apresente, em até 120 dias, um estudo técnico que sirva de base para uma nova regulamentação das permissões de lavra garimpeira.

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CIDADES

Polícia procura homem suspeito de estrangular ex-companheira em Cuiabá

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A Polícia Civil está à procura de Alfredo José Quijada Montenegro, de 31 anos, apontado como principal suspeito de matar a ex-companheira, Sandy Del Carmen, de 45 anos, na tarde deste domingo (19), no bairro Jonas Pinheiro 3, em Cuiabá.

De acordo com as informações preliminares da investigação, a vítima teria sido morta por estrangulamento com um fio elétrico. O caso é tratado como feminicídio.

Segundo relato da nora de Sandy à polícia, o casal mantinha um histórico de conflitos e o suspeito não aceitava o fim do relacionamento, circunstâncias que passam a integrar a linha de investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Ainda no domingo, a Polícia Civil divulgou um cartaz com a foto de Alfredo José Quijada Montenegro, de nacionalidade venezuelana, informando que ele é considerado foragido e procurado pela prática do crime.

A DHPP solicita que qualquer informação que possa contribuir para a localização do suspeito seja repassada imediatamente à Polícia Civil. A corporação reforça que o sigilo da identidade do denunciante é garantido.

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