FUTEBOL MATO-GROSSENSE

Final do Mato-grossense de Futebol ganha reforço da PM na segurança

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A Polícia Militar vai reforçar o esquema de segurança para a final do Campeonato Mato-Grossense de Futebol, marcada para este domingo (8), às 17h, no Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde. O policiamento contará com efetivo especializado vindo de Cuiabá, Nova Mutum e do próprio município-sede da decisão. O objetivo é garantir a segurança de torcedores, atletas, arbitragem e profissionais envolvidos na organização do evento.

Entre as equipes mobilizadas estão militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), incluindo o Canil do Bope. Também reforçam o esquema policiais da Força Tática do 14º Comando Regional, sediado em Nova Mutum, além de equipes da Cavalaria e do 13º Batalhão de Lucas do Rio Verde. A operação contará ainda com o apoio da Guarda Municipal.

De acordo com o comandante do 14º Comando Regional, tenente-coronel Paulo Secchi, o planejamento busca repetir o padrão de segurança mantido ao longo da competição.

“Nosso objetivo é manter o nível de segurança aplicado em todos os jogos, mesmo sendo uma partida decisiva. As equipes da região e o reforço da Capital estão preparados para garantir a ordem pública e proporcionar tranquilidade à população”, afirmou.

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MPF aciona Justiça após suspeita de lavagem de R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia

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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação na Justiça contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) após um relatório do Greenpeace Brasil apontar indícios de que autorizações de garimpo em Mato Grosso, Pará e Rondônia estariam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade ao ouro extraído de forma ilegal na Amazônia. Segundo o estudo, o esquema teria movimentado 25,3 toneladas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 18,4 bilhões, entre 2018 e março de 2026.

A ação foi protocolada pelo procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, que sustenta que a Permissão de Lavra Garimpeira (PLG), criada para autorizar a exploração de jazidas de pequeno porte, passou a ser utilizada como mecanismo para “esquentar” ouro retirado ilegalmente de terras indígenas e unidades de conservação.

O caso teve como base o relatório “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, elaborado pelo Greenpeace Brasil e encaminhado ao MPF. O levantamento identificou indícios de irregularidades em 98 Permissões de Lavra Garimpeira, pertencentes a 20 titulares distribuídos nos três estados. De acordo com o documento, essas autorizações concentraram 97% de todo o ouro declarado nos 187 processos minerários analisados pela organização.

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Na ação, o Ministério Público aponta falhas estruturais na atuação da Agência Nacional de Mineração. Entre elas estão a ausência de critérios técnicos mais rigorosos para concessão das permissões, a deficiência na fiscalização de áreas que registram elevada produção sem evidências de atividade minerária — os chamados “garimpos fantasmas” — e a tolerância à operação conjunta de diversas permissões como se fossem um único empreendimento de grande porte, prática que, segundo o órgão, permite burlar os limites legais e ambientais.

Diante desse cenário, o MPF pede que a Justiça obrigue a ANM a adotar uma série de medidas para reformular o sistema de controle. Entre os pedidos está a criação, em até 30 dias, de um grupo técnico responsável por revisar o regime das Permissões de Lavra Garimpeira.

O órgão também solicita que, no prazo de 60 dias, a agência implemente um programa nacional para revisar e suspender preventivamente todas as permissões que registraram recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), mas não apresentem comprovação física da atividade de mineração.

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Além disso, o Ministério Público requer que a ANM apresente, em até 120 dias, um estudo técnico que sirva de base para uma nova regulamentação das permissões de lavra garimpeira.

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